terça-feira, 30 de setembro de 2014

Jardim Botânico inaugura espaço para cultivo de abelhas sem ferrão


Parques naturais de Sorocaba participarão do projeto Vivabelha - Meliponicultura nos Parques de Sorocaba, uma parceria da Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), com a Associação Paulista de Técnicos Apícolas (APTA), Federação de Associações de Apicultores e Meliponicultores do Estado de São Paulo (Faamesp) e a Cooperativa de Apicultores de Sorocaba e Região (Coapis). O anúncio foi feito neste domingo, durante a implantação do meliponário (espaço de coleção e cultivo de abelhas nativas sem ferrão) do Jardim Botânico Irmãos Villas Boas. O principal propósito do projeto é trabalhar a educação ambiental e a manutenção da flora. Para tanto, a ideia é que, ainda este ano, mais um parque da cidade também receba o seu meliponário, adiantou o técnico ambiental, José Carmelo de Freitas Reis Júnior, que não soube, ainda, precisar o nome do próximo local a receber o projeto. "Já fizemos os estudos nesses parques como o Ouro Fino, da Biquinha, da Água Vermelha, da Biodiversidade, Zoo... A meta é implantar pelo menos dois meliponários por ano."

O técnico explicou que a ideia do projeto nasceu de uma ação anterior, o Educabelha, implantada no Parque Natural Chico Mendes em 2012 e que hoje conta com um meliponário com 13 colmeias de seis espécies nativas da região de Sorocaba e serve como berço para reprodução dessas e implantação nos demais parques naturais da cidade.

Para marcar a implantação, José Carmelo explicou para o público a importância do projeto cujo foco são as abelhas nativas da região, e ensinou como fazer uma isca para atraí-las. Depois, os participantes foram até os locais onde estão as caixas onde ficam as abelhas, que ajudam na polinização, importante ação para a preservação da flora.

Para expandir o projeto para outros parques, as equipes passaram por capacitação específica e realizaram um levantamento dos locais para implantação e também um levantamento de espécies. Eles ainda realizaram um estudo bibliográfico sobre as abelhas naturais de região. "O nosso principal objetivo é implantar os meliponários em nossos parques naturais e sensibilizar a população da importância da conservação das abelhas que, além de tudo, têm uma importância ecológica fundamental na manutenção da nossa flora", defendeu o secretário do Meio Ambiente, Clebson Ribeiro. 
 
Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/572781/jardim-botanico-inaugura-espaco-para-cultivo-de-abelhas-sem-ferrao
Mais Fotos :  http://www.cruzeirodosul.inf.br/galeria/160741 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Mel de Manuka.

O mel Mais Poderoso do Planeta


Benefícios do Mel são conhecidos ha mais de  Quatro mil Anos. Desde  então o mel tem sido utilizado tanto na alimentação quanto na cura de doenças.  Para os Egípcios , o mel era Utilizado Como bactericida, enquanto que para os  Gregos consideravam o mel Como Um produto sagrado e milagroso. Exagero? Nem hum pouco.
A Nova Zelândia produz o mel Mais Poderoso do planeta. Apenas Neste país Nasce uma flor de Manuka. Dessa flor, como Abelhas da Nova Zelândia retiram uma substancia que  reforça o Poder do Mel.  Batizado de  UMF  "Fator Único da Manuka"  essa Substancia Extraordinária  é responsável por todos os benefícios do mel.
 Abaixo o Vídeo  não Reporte Globo.  
                                   
Fonte : http://www.meldemanuka.com/ 
Globo Reporte/ globo

domingo, 14 de setembro de 2014

Pesquisadores desenvolvem técnica para criação em larga escala de abelhas sem ferrão.

Fonte : Ecodebate
abelha

Método será testado em lavouras de morango – uma das 30 culturas agrícolas beneficiadas pela polinização por esse tipo de inseto (FFCLRP/USP)
Abelhas sem ferrão, como a jataí (Tetragonisca angustula) e a uruçu (Melipona scutellaris), são reconhecidas como importantes polinizadoras de diversas culturas agrícolas, como berinjela, morango, tomate e café.
Uma das principais limitações para utilizá-las para essa finalidade, no entanto, é a dificuldade em produzir colônias em quantidade suficiente para atender à demanda dos agricultores, uma vez que a maioria dessas espécies apresenta baixo número de rainhas.
Mas uma nova técnica que pode ajudar a superar essa limitação foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores, que criou in vitro rainhas de uma dessas espécies de abelha: aScaptotrigona depilis, conhecida popularmente no Brasil como mandaguari.
O estudo foi feito por cientistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com colegas da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), campus de Mossoró (RN).
Resultado de um trabalho de doutorado, realizado com Bolsa da FAPESP, a técnica foi descrita na edição de setembro da revista Apidologie e será testada em campo nos próximos anos por meio de um projeto realizado com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP.
“Conseguimos desenvolver uma metodologia de produção artificial de rainhas da espécieScaptotrigona depilis, que demonstrou ter uma aplicação fantástica para a criação em larga escala dessa espécie de abelha, a fim de atender à demanda dos produtores agrícolas”, disse Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), e autor do estudo, à Agência FAPESP.
De acordo com o pesquisador, que realizou doutorado na FFCLRP sob orientação da professora Vera Lucia Imperatriz-Fonseca, a mandaguari está mais presente na região Sudeste do Brasil e pertence a um gênero de abelhas – o Scaptotrigona – que está sendo revisto e do qual, além dela, fazem parte mais oito espécies que ocorrem em todo o país e possuem ferrão atrofiado.
As colônias dessas espécies de abelhas são compostas, em média, por 10 mil operárias – cada uma com cerca de 5 milímetros – e são regidas por uma única rainha-mãe, com cerca de 1,5 centímetro e capacidade de pôr ovos.
A fim de aumentar o número de colônias de espécies desse gênero de abelha – que, além de polinizadora, também produz mel, pólen e própolis –, criadores brasileiros têm utilizado uma técnica pela qual se divide uma colônia ao meio para originar outra com uma nova rainha.
Mas só é possível utilizar o método para multiplicar as colônias da maioria das espécies de abelhas sem ferrão uma vez por ano, afirmou Menezes. “Com essa técnica, para produzir 50 mil colônias de jataí e polinizar cerca de 3,5 mil hectares de morango, seria preciso ter 50 mil abelhas rainhas”, estimou.
“O morango é uma das culturas agrícolas que dependem de polinização com menor área de cultivo no Brasil. Imagine quantas abelhas rainhas precisaríamos para polinizar lavouras de tomate, cuja área de plantação é bem maior”, comparou.
Nova técnica
Para aumentar a produção de rainhas e de colônias de mandaguari, Menezes desenvolveu durante seu doutorado, realizado entre 2006 e 2010, uma técnica pela qual fornece a larvas recém-nascidas da abelha uma quantidade seis vezes maior de alimento do que o inseto está acostumado a ingerir. Dessa forma, todas as abelhas fêmeas superalimentadas se tornam rainhas.
De acordo com Menezes, 97,9% das abelhas rainhas produzidas por esse método sobreviveram e foram capazes de pôr ovos e formar colônias in vitro. O tamanho delas pode ser igual ao de rainhas “naturais” se receberem quantidades de alimento larval suficiente, apontou.
“Otimizamos essa técnica de produção in vitro de abelhas rainhas, temos um protocolo muito bem definido e conseguimos produzir a quantidade de insetos que for necessário”, afirmou.
Atualmente, ele e os demais participantes do projeto de pesquisa aprimoram o sistema de alimentação artificial das larvas do inseto, em que usam dieta à base de soja em substituição ao alimento natural, para alimentar o número de colônias produzidas.
As abelhas são criadas em estufa, com temperatura controlada, e protegidas de inimigos naturais. “Com o avanço dessas novas técnicas de produção in vitro de rainhas de abelhas sem ferrão estamos testando a possibilidade de produzir dez colônias filhas a partir de uma mãe por ano. Com isso, daríamos origem a um método viável de produção de colônias”, disse Menezes.
Com o projeto apoiado pelo Programa PIPE, da FAPESP, os pesquisadores pretendem reunir essas técnicas em um sistema único de produção de colônias e testá-lo em campo. Em uma segunda fase, eles vão avaliar qual o efeito dos principais agrotóxicos utilizados hoje na cultura do morango sobre as abelhas.
Para isso, associaram-se à empresa produtora de agentes biológicos Promip, situada no município paulista de Engenheiro Coelho, onde foram construídas cinco estufas climatizadas para plantio de morango.
As abelhas serão introduzidas nessas estufas e expostas aos dez agrotóxicos mais utilizados para combater pragas que atacam a cultura do morango, com o intuito de avaliar qual o efeito de cada produto, individualmente, na sobrevivência das abelhas e na existência das colônias.
A partir dos resultados, os pesquisadores pretendem elaborar uma lista de recomendações para os agricultores sobre quais cuidados tomar ao utilizar um determinando agrotóxico, de modo que não mate as abelhas, ou indicar quais predadores naturais podem ser utilizados no lugar de agrotóxicos para eliminar pragas que atingem as lavouras de morango, como o ácaro rajado.
“Queremos ter ao final do projeto uma lista de recomendações para falar com embasamento e segurança ao agricultor que, se ele utilizar abelhas para a realização de polinização, não poderá utilizar determinados agrotóxicos”, disse Menezes.
Testes de eficácia
Os pesquisadores também avaliam o aumento na produtividade com a introdução de abelhas sem ferrão para a polinização em diversas culturas agrícolas.
No caso do morango, por exemplo, a medida aumentou entre 20% e 40% a produtividade agrícola – dependendo da variedade – e diminuiu em até 80% a má formação de frutos, afirmou Menezes.
Uma inflorescência – com diversas microflores juntas –, a flor do morango é visitada por diversos grupos de abelhas – incluindo as com ferrão e espécies “solitárias”. Quando várias abelhas voam e pousam sobre essa inflorescência, elas realizam a polinização dessas microflores e fazem com que o fruto seja bem formado, redondo e vistoso.
Já quando poucas abelhas visitam a flor do morango, elas realizam a polinização de apenas uma parte da inflorescência, fazendo com que os frutos fiquem deformados, segundo Menezes.
“No passado, esse tipo de má formação do morango era associado à trips – uma praga que ataca o fruto – e, por essa razão, os agricultores aplicavam mais pesticida para combatê-la e acabavam matando mais abelhas e prejudicando a produtividade da cultura agrícola”, contou.
Em princípio os testes em campo serão feitos com a mandaguari porque ela se mostrou mais resistente à multiplicação. E, inicialmente, as colônias de mandaguaris serão introduzidas em lavouras de morango porque é a cultura sobre a qual eles possuem maior conhecimento sobre o benefícios do uso de abelhas sem ferrão como polinizadoras.
A ideia, no entanto, é expandir a aplicação para outras culturas, as quais já se sabe que o processo de polinização por abelhas confere frutos maiores, com mais sementes e sabor e cor mais acentuados. “Há cerca de 30 culturas agrícolas que sabemos que podem ser beneficiadas pela polinização das abelhas sem ferrão”, estimou Menezes.
“Já estamos fazendo testes preliminares com algumas delas, como o tomate, em São Paulo, e com o açaí, em Belém do Pará, utilizando uma abelha sem ferrão do mesmo gênero da mandaguari, mas de uma espécie diferente e muito parecida com ela”, contou.
Para introduzir as abelhas nas lavouras da cultura selecionada, as colônias artificiais são mantidas confinadas, durante três a seis meses, até que a população seja composta por, no mínimo, 3 mil abelhas.
Com esse número, a colônia é levada à noite para a lavoura, com condições de temperatura amenas, e colocada sobre um cavalete para que os insetos sejam liberados para voar sobre a plantação e realizar a polinização.
Algumas das vantagens da utilização desse tipo de abelha para realizar a polinização, segundo Menezes, é que elas possuem raio de voo menor – de 900 metros, contra 2,5 quilômetros das abelhas com ferrão.
Por isso, têm maior chance de atingir a cultura-alvo para polinização. “Como o raio de voo das abelhas com ferrão é maior, se encontrarem outra planta florindo durante sua trajetória elas pousam nela, em vez de na cultura-alvo”, explicou.
“É mais difícil as abelhas sem ferrão se dispersarem durante o trajeto”, comparou.
O artigo An advance in the in vitro rearing of stingless bee queens(doi: 10.1007/s13592-013-0197-6), de Menezes e outros, pode ser lido por assinantes da revista Apidologie emwww.apidologie.org/ ou em http://link.springer.com/article/10.1007%2Fs13592-013-0197-6.
Matéria de Por Elton Alisson, Agência FAPESP, publicada pelo EcoDebate, 17/12/2013

O desafio de preservar as ‘abelhas indígenas’.

Fonte: EcoDebate

abelhas indígenas
Foto: Ceplac

Ao ar livre, em pequenas caixas de madeira de reflorestamento com 39 centímetros de altura por 24 centímetros de largura, com rigor científico no manejo e o olhar no futuro, preservam-se joias da fauna brasileira ameaçadas de extinção. Trata-se de um banco de germoplasma de abelhas sem ferrão nativas do Nordeste, com colônias vivas mantidas em colmeias padronizadas.
Criado há seis anos, na Embrapa Meio-Norte, em Teresina (PI), o banco se caracteriza por reunir colônias de abelhas tiúba, uruçu-amarela e jandaíra, também conhecidas como abelhas indígenas, por serem criadas antes mesmo da chegada dos portugueses ao Brasil. É o único com espécies da região e foi montado a partir de doações de apicultores. Em contrapartida, a equipe técnica oferece treinamentos aos produtores.
“Esse banco é uma arma estratégica da ciência para repovoar a fauna do Nordeste brasileiro, no eventual risco de extinção de espécies nativas locais”, destaca a pesquisadora Fábia Pereira. Se necessário, o repovoamento será feito a partir da distribuição de colmeias aos apicultores nas regiões afetadas. A primeira função é ajudar na preservação, mas o principal objetivo inclui conservação e documentação dos recursos genéticos para disponibilização ao público-alvo.
As pesquisas investem em arquitetura de ninho e análise do mel, na busca por informações biológicas sobre cada espécie e caracterização morfológica, molecular e geográfica das abelhas. Além disso, também têm como proposta obter informações sobre produção de mel de boa qualidade, multiplicação das colônias, manutenção das abelhas nativas e da flora a elas associadas, além da preservação ambiental e da geração de renda para pequenos produtores.
Unidades demonstrativas são mantidas nos municípios de Uruçuí e Guadalupe, no sudeste do Piauí, e em Araioses e São João dos Patos, no leste do Maranhão. Há, também, bancos de germoplasma no Pará e em Pernambuco. Amostras são enviadas para o Banco de Tecidos, instalado na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília (DF), para preservação do DNA. É meta da Embrapa instalar bancos de germoplasma de abelhas em todo o País.
A importância para a polinização
As abelhas sem ferrão, segundo a pesquisadora Fábia Pereira, são responsáveis pela polinização de 30 a 60 por cento das plantas de ecossistemas como a Caatinga, o Pantanal e manchas da Mata Atlântica. “Elas executam importante função na perpetuação da floresta e sua biodiversidade, como polinizadores e parte integrante da teia alimentar”, ressalta.
Mais de 400 espécies de abelhas sem ferrão são conhecidas no Brasil. Elas apresentam grande heterogeneidade na cor, tamanho, forma, hábitos de nidificação e população dos ninhos. Fábia Pereira explica que algumas abelhas se adaptam ao manejo, outras não: “Embora vantajosa, a criação racional dessas abelhas é dificultada pela escassez de informações biológicas e zootécnicas. Muitas nem sequer foram identificadas”.
O preço do litro de mel de abelhas nativas pode chegar a R$ 70,00. Essa alta cotação, aliada ao baixo investimento inicial e a facilidade em manter essas abelhas próximas às residências, tem estimulado pequenos agricultores a entrar na atividade.
Clima e flora são favoráveis à produção
A China é o maior produtor de mel do mundo. Os norte-americanos estão em segundo e a Argentina em terceiro lugar. O Brasil é o nono maior produtor de mel de abelha e o quinto maior exportador. Os Estados Unidos são os maiores compradores do mel brasileiro.
A região Nordeste possui ambiente propício para ampliar a produção de mel. A flora nativa e diversificada é um grande trunfo. Paulo José da Silva, de 33 anos, gerente da Cooperativa Mista dos Apicultores da Microrregião de Simplício Mendes (PI), destaca a variação de floradas de norte a sul do estado, durante todo o ano, como ponto de equilíbrio na atividade: “Com esse ambiente, o apicultor tem condições de migrar colmeias com menor custo”, avalia Paulo José da Silva, gerente da Cooperativa Mista dos Apicultores da Microrregião de Simplício Mendes, no Piauí.
A Casa Apis é uma das maiores centrais de cooperativas de apicultores do Nordeste, com sede em Picos, no Piauí. O diretor-geral, Antônio Leopoldino Dantas Filho, avalia que há uma flora abundante em toda a região. “Precisamos qualificar o produtor para vencer a pobreza no semiárido”. No estado, a sustentabilidade é fator importante. A pesquisadora Maria Teresa Rêgo diz que as floradas das espécies nativas “são livres de agrotóxicos, propiciando um mel puro, livre de resíduos de produtos químicos, o que favorece a produção de mel orgânico”.
O esforço para manter o Nordeste na linha de frente dos grandes produtores de mel do Brasil tem como âncora uma importante iniciativa para toda a cadeia produtiva: o laboratório de controle de qualidade de produtos apícolas, da Embrapa, em Teresina. Nele, são feitas as análises de mel para obter informações quanto à maturidade, pureza e degradação. Elas indicam, por exemplo, teor de umidade, porcentual de açúcares redutores e teor de hidroximetilfurfural, que é um composto que se forma pelo aquecimento ou envelhecimento do mel. O laboratório também faz análises de própolis e pólen apícola. Todo o mel exportado do Piauí pelas centrais de cooperativas passa por análise no laboratório da Embrapa Meio-Norte.
Seca e agrotóxico, agentes exterminadores
A seca e os agrotóxicos são fortes agentes exterminadores das abelhas. A estiagem, que no Nordeste brasileiro é cíclica, extermina as abelhas de forma gradual. Primeiro, reduz ao extremo a oferta de alimentos. Em seguida, estressa os animais. Por último, mata e reduz em números assustadores os enxames.
A consequência da seca  sobre as floras nativa e cultivada é desastrosa. “Elas perdem espécies importantes, já que as abelhas são responsáveis pela polinização – reprodução das plantas. Com isso, faltam frutos e sementes, fundamentais à alimentação humana e animal”, explica a pesquisadora Maria Teresa Rêgo.
Outro aspecto a ser considerado é que as mudanças climáticas têm impulsionado a proliferação de pragas, como a Helicoverpa armigera, que ataca culturas importantes, como soja, milho e feijão. Para enfrentar o ataque de pragas, muitos produtores rurais usam agrotóxicos indiscriminadamente e, com essa prática surgem efeitos que exterminam as abelhas. O letal mata os insetos imediatamente. O subletal tem efeito mais lento. Contaminada, a abelha volta à colmeia com o veneno e então repassa para as outras. O final é previsível: toda a colmeia é envenenada e, consequentemente, as abelhas morrem.
Muitas vezes, eles não matam as colônias diretamente, mas provocam efeitos no comportamento, prejudicando desenvolvimento, produção e o serviço de polinização das colônias. Um dos efeitos relacionados ao uso de agrotóxicos muito pesquisado atualmente é o Distúrbio do Colapso das Colônias (DCC). Segundo os pesquisadores, ele é caracterizado pela ausência de abelhas vivas ou mortas na colônia. Em estágio inicial, há presença de uma pequena quantidade de operárias, crias novas e a rainha.
A pesquisadora Maria Teresa Rêgo diz que as causas do distúrbio ainda estão sendo investigadas. Até agora os cientistas acreditam em uma reação em cadeia, afetando o sistema imunológico das abelhas, causado por vírus, ácaros, estresse, desnutrição e pesticidas.
O produtor tem que estar atento para identificar se as colônias estão sendo atingidas pela aplicação de substâncias tóxicas. Segundo a cientista, é importante observar: quantidade de abelhas mortas próximo às colônias, redução da quantidade de operárias adultas, redução e mortalidade das crias em época propícia para o desenvolvimento das colônias e a redução da atividade de coleta de alimento e má-formação de larvas e de operárias adultas.
Para evitar o impacto dos agrotóxicos, Maria Teresa Rêgo recomenda o manejo integrado de pragas, com destaque para o controle biológico. No caso da seca, a pesquisa investiga manejos adequados. Os estudos avançam para recomendações simples e eficientes como disponibilização de alimentos de fácil acesso, a exemplo de sucos de frutas da estação e farinha da folha de mandioca. Para amenizar o calor, os pesquisadores estudam colmeias em locais sombreados naturalmente – debaixo de árvores – ou sob coberturas artificiais, construídas pelo apicultor. E, para fugir dos inimigos naturais, como formigas e cupins, a recomendação é instalar as colmeias em cavaletes, além de manter a área do apiário sempre limpa.
Por Fernando Sinimbu (654 MTb/PI) 
Embrapa Meio-Norte 
EcoDebate, 27/06/2014

Coleção Entomológica do IOC/Fiocruz lança, online e com consulta gratuita, catálogo ilustrado de abelhas.


Fonte : FioCruz

















A Coleção Entomológica do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que possui um dos maiores acervos de insetos da América Latina, acaba de lançar seu segundo catálogo ilustrado com todos os espécimes-tipo de abelhas depositados em seu acervo Disponível online (clic) e com consulta gratuita, a publicação reúne, em cerca de 140 páginas, informações de mais de 30 espécies coletadas na América do Sul. O catálogo inclui atualizações taxonômicas, fotos dos insetos em diversos ângulos, além de tabelas com as características morfométricas de cada espécie descritas detalhadamente.
“A riqueza de informações disponibilizada neste catálogo pode auxiliar na identificação de materiais coletados em diversas regiões. A divulgação do conteúdo impresso e online visa ampliar o acesso por profissionais e estudantes de instituições de ensino e pesquisa do Brasil e do mundo”, destacou o organizador da publicação e pesquisador visitante do Laboratório de Biodiversidade Entomológica do IOC, Sandor Buys. A iniciativa é fruto da parceria com os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sebastião Laroca e Maria Christina de Almeida. Curadora da Coleção, Jane Costa acredita que “a produção do catálogo possibilita a ampliação da divulgação científica, agiliza o trabalho de pesquisa e valoriza o acervo da Coleção”.
Ainda de acordo com Sandor, o material acompanha as demandas da sociedade. “Tudo o que está relacionado à biodiversidade passa por uma etapa de identificação. Para preservar uma área, por exemplo, é preciso conhecer os organismos que atuam no local e fazer um levantamento do ambiente. Isso permite definir a construção de um parque ou de uma reserva”, afirmou.

Fonte: IOC/Fiocruz


sábado, 13 de setembro de 2014

Mel - 'Antibiótico natural', o mel de abelha promete combater infecções.

Segundo Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das principais ameaças para a saúde pública, aresistência  aos antibióticos é um problema cada vez mais grave no mundo ocidental. Durante séculos, as pessoas têm usado o mel cru para ajudar a combater infecções. 

Mas uma equipe de pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, identificou um grupo único de 13 bactérias ácido-lácticas (BAL) que vêm do estômago de mel (ou "bolsa de mel") de abelhas - e são encontradas no mel fresco - que têm capacidade de combater patógenos. 

A "bolsa de mel" é um dos dois estômagos encontrados em abelhas e ela armazena néctar, que as abelhas operárias mais tarde sugam e armazenam na colmeia. Em conjunto, essas bactérias vivas produzem uma série de compostos microbianos ativos, tais como peróxido de hidrogênio, ácidos graxos e anestésicos, que podem matar outras bactérias nocivas - acredita-se que esta é a fórmula que protege a colônia de abelhas contra o colapso. 

Reprodução
Reprodução


Infelizmente, estas BAL são processadas ​​fora do mel que compramos em lojas, mas os pesquisadores agora acreditam que poderia ser usado para ajudar a tratar a resistência anitibiótica. 

A equipe testou as bactérias no laboratório de abelhas contra estirpes de agentes patogênicos que causam infecções graves em seres humanos, incluindo a meticilina, Staphylococcus aureus (MRSA), que podem levar a infecções por estafilococos fatais. A BAL foi adicionada a estes supermicróbios e, de forma impressionante, ela neutralizou todos eles. Os resultados foram publicados no "International Wound Journal". 

Os cientistas também misturaram a BAL com mel e aplicaram diretamente nos cavalos que tinham feridas que não cicatrizavam e que tinham sido resistentes a outros tratamentos. Depois de usar a substância da bactéria do mel/da abelha, todos os ferimentos foram curados. 

Até o momento, as bactérias de abelhas só foram testadas contra patógenos humanos em laboratório, por isso ainda não se sabe se elas vão ser tão eficazes em feridas humanas, mas estes resultados são extremamente promissores, segundo os cientistas. 

A equipe explicou em um comunicado de imprensa que eles acreditam que as BAL são tão poderosas, porque elas produzem uma ampla gama de substâncias, que mudam em resposta a patógenos que eles são contra. 

- Os antibióticos são em sua maioria uma substância ativa, eficaz contra apenas um estreito espectro de bactérias - disse Tobias Olofsson, o principal autor do estudo, em comunicado a imprensa. 

Os pesquisadores vão agora avançar para ensaios clínicos em seres humanos para ver se o laboratório pode ajudar a tratar infecções resistentes aos antibióticos. Enquanto isso, podemos começar a estocar mel fresco e não processado. 

(Com informações portal o globo)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pesquisa estuda própolis de abelhas sem ferrão no tratamento do câncer de melanoma.

Estudo desenvolvido pelo Grupo de Estudos em Interações entre Micro e Macromoléculas (GEIMM), do Departamento de Farmácia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), investiga a utilização do própolis de abelhas sem ferrão no tratamento do melanoma – o tipo mais grave de câncer de pele. A proposta foi da doutoranda Júlia Cisilotto, orientada pela professora Tania Beatriz Creczynski Pasa. O projeto está em andamento desde o início de 2013 e já apresenta resultados positivos.
O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e corresponde a 25% de todos os tumores malignos detectados. Dentre eles, o melanoma é o mais grave, devido ao risco de metástase – disseminação do câncer para outros órgãos. A maioria dos casos brasileiros se encontra na região Sul. O melanoma maligno corresponde a 4% do total de incidências de câncer de pele. A equipe do laboratório do Grupo, coordenado por Pasa, desenvolve pesquisas para o combate a essas taxas, e tem uma linha de estudo específica para o desenvolvimento de fármacos naturais, semissintéticos e sintéticos, com atividade biológica.
Abelha mandaçaia
Abelha mandaçaia – Fonte
O própolis é produto de resinas colhidas por abelhas nas cascas das árvores ou brotos,  e os insetos o utilizam para a proteção da colmeia. Os antigos egípcios já o usavam como um cicatrizante natural, e suas propriedades são alvo de pesquisa até hoje. Cada espécie de abelha o produz com características diferentes. As abelhas Tubuna e Mandaçaia são encontradas em toda a América Latina; no entanto, as propriedades do própolis produzido por elas ainda foram pouco estudadas. 
As pesquisas de Cisilotto se voltaram aos produtos dessas abelhas e encontraram resultados efetivos in-vitro no tratamento do melanoma humano. Uma vez que essas duas espécies não possuem ferrão, o interesse por elas também vem da fácil manipulação de seus produtos. De acordo com a doutoranda, os resultados foram satisfatórios. “A análise da concentração, comparada com a de outros artigos envolvendo outros tipos de própolis, mostrou melhores resultados. Precisou-se de uma quantidade mais baixa de extrato para atingir o efeito citotóxico [responsável pela morte da célula cancerígena]“, afirma.
A equipe responsável pela pesquisa conta com a participação de uma bolsista do Jovens Talentos, programa do governo federal que incentiva a iniciação científica. Débora Joppi, graduanda, teve importante participação no projeto, como responsável pelas análises dos efeitos in-vitro. Atualmente, a bolsista se encontra em um programa de intercâmbio, que também envolve estudos sobre o câncer. Enquanto isso, Júlia Cisilotto, que propôs a pesquisa, analisa as propriedades químicas do própolis, com o auxílio da professoraMaique Weber Biavatti, especialista em Farmacognosia – ramo que estuda princípios ativos de produtos naturais. O trabalho é complexo, uma vez que o própolis varia de acordo com o inseto, o clima e o local da coleta.
Os extratos estudados foram produzidos em um sítio localizado na região centro-norte de Florianópolis. O própolis da abelha Mandaçaia apresentou resultados mais efetivos, mas  ainda não se sabe o componente que possibilita sua citotoxicidade. “Há aí a possibilidade de sinergismo, ou seja, pode ser que haja um conjunto de componentes que o faça funcionar”, explica a pesquisadora Tania Beatriz Creczynski Pasa.
Mais informações: (48) 3721-2212
Diretoria-Geral de Comunicação/UFSC
Gabriel Volinger/Estagiário de Jornalismo 
Claudio Borrelli/Revisor de Textos da Agecom

Globo Rural - Saiba como produzir suas próprias abelhas rainhas.

Amigos neste vídeo produzido pelo globo rural e demostrado como fazer um abelha rainha para uma colmeia de apis, depois da rainha formada você pode levar para a caixa que não tem nenhuma rainha.


Fonte : Globo Rural