segunda-feira, 23 de abril de 2012

Técnica produz abelhas rainhas da espécie jataí in vitro

Como explica o biólogo Mauro Prato, grande parte dos alimentos do tipo hortifruti que o homem consome vem de plantas polinizadas por abelhas. Assim, a manipulação das colônias pode ter grande influência para a
produção de alimentos.


                                                 


Pesquisador observou condições naturais das colônias para reproduzí-las em laboratório



A pesquisa Ocorrência natural de sexuados, produção in vitro de rainhas e multiplicação de colônias em Tetragonisca angustula (Hymenoptera, Apidae, Meliponini) foi dividida em três etapas: o monitoramento do que acontece dentro da colônia (para entender a reprodução natural das abelhas rainhas e com que frequência elas e os machos são produzidos); a produção in vitro das rainhas (possível por causa dessa observação prévia) e a multiplicação da colônia. A espécie utilizada, conhecida como jataí, é nativa do Brasil e não possui ferrão. Prato enfatiza que o estudo também pode servir para a maioria das outras abelhas do tipo. O orientador da pesquisa foi o professor Ademílson Espencer Egea Soares.
Observando a Tetragonisca angustula em condições naturais, o biólogo constatou que o que determina qual larva vai virar uma abelha rainha ou uma operária é a quantidade de alimento oferecido a ela. Algumas das células presentes nos favos são maiores do que as outras, e se uma célula é maior, vai receber mais alimento. Desta célula, emerge uma rainha. Nesta observação do processo natural, Prato coletou o alimento produzido pela própria colônia que seria utilizado para a produção da rainha, além de larvas em seu período inicial de desenvolvimento. Em laboratório, reproduziu artificialmente as células reais, com tamanho exatamente igual às encontradas na natureza, e ofereceu a elas o alimento retirado da natureza (55 microlitro de alimento para cada célula, também um número exatamente igual ao observado). Este processo, que ocorre dentro de uma estufa, é a produção in vitro de rainhas. “Fizemos em laboratório o que as operárias fazem dentro da colônia”, conta. Este processo aumenta o número de rainhas, que, na natureza é considerado baixo. “Mas não é que seja realmente baixo, é o suficiente para as abelhas se multiplicarem. Porém, para o produtor, em grande escala, esse número não é o suficiente, o que mostra a utilidade deste processo”, acrescenta o biólogo.

Produção in vitro de rainhas: larvas em desenvolvimento

Depois do nascimento das rainhas, é feita a multiplicação das colônias. O processo se dá por meio da retirada de material (como favos de cria, abelhas operárias jovens e alimentos) de um dos ninhos de um meliponário (o local aonde se criam as colônias). Foram formadas várias minicolônias e em cada uma introduziu-se uma rainha produzida em laboratório para ser fecundada por um macho. Por causa disso, o pesquisador também fez uma observação prévia da produção de machos para poder sincronizar a sua produção com a fecundação das abelhas. As minicolônias eram levadas para um ambiente externo para a fecundação com os machos e, ao fim desta etapa, o processo estava completo e a nova colônia estava formada.
Dificuldades
O processo descrito é um dos primeiros do tipo feito no País, e encontrou algumas dificuldades no começo de sua operação. Etapas como a transferência das larvas do ambiente natural para laboratório apresentaram obstáculos devido à grande mortalidade dessas larvas, que acabavam sendo feridas pelo estilete que conduzia o processo. Na outra transferência, que leva as minicolônias já prontas para o ambiente aberto, também houve muitas baixas. Fora isso, muitas das rainhas que saíram para o vôo nupcial (para serem fecundadas) não retornaram.
Houve também rejeição por parte das operárias em algumas rainhas. Pelo fato destas terem sido produzidas em laboratório, elas não possuíam o cheiro da colônia, o que fazia com que as operárias não as tratassem como rainhas, chegando a matá-las. Para contornar este processo, o pesquisador passou a manter a rainha presa dentro da colônia antes de liberá-la, para que pudesse se proteger das operárias e pegar o cheiro do ambiente.

Na foto, uma colônia grande e natural ao lado de duas mini colônias

Custo
A ferramenta desenvolvida pelo pesquisador é voltada ao produtor, que pode passar a oferecer muitas colônias para o serviço de polinização de algum cultivo. “A ocorrência de abelhas aumenta a qualidade e a eficiência da polinização, pode render frutos maiores, etc”. O que poderia ser um problema é o custo da técnica, já que ela é experimental. Mas, segundo Prato, isso não é um motivo para preocupação. O pesquisador conta que a técnica em si é muito barata e não exige equipamentos sofisticados (o equipamento mais sofisticado utilizado foi a estufa, para manter as larvas em desenvolvimento), o que a torna acessível inclusive para o pequeno produtor.
O trabalho do biólogo recebeu o prêmio Prêmio Dow-USP de Inovação em Sustentabilidade, porque tem sua técnica apoiada nos quatro pilares da sustentabilidade: ecologia, já que os ninhos podem ser conseguidos na natureza sem causar impacto negativo na população selvagem e sem gerar resíduo poluente; sustentabilidade econômica, pela capacidade de gerar renda e independência econômica ao produtor; sustentabilidade social, pois pode ser praticada por grupos, como as cooperativas; e a sustentabilidade cultural, pois as abelhas são nativas, elas “são uma criação que faz parte da história das populações nativas da América do Sul e Central”, completa.

Por Mariana Soares - nanacsoares@gmail.com
Fotos cedidas pelo pesquisador
http://www.usp.br
Mais informações: email mauro_prato@yahoo.com.br , com Mauro Prato



domingo, 1 de abril de 2012

O Meio Ambiente Agradece.

Saiba como descartar remédios, óleo de cozinha, pilhas e baterias de celular.
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Plástico, papéis, alimentos. Para cada tipo de lixo há uma destinação correta, pela coleta seletiva. Mas há produtos em especial que não podem ser descartados de forma indiscriminada. É o caso de remédios, óleo de cozinha, pilhas e baterias, que quando não recebem a destinação necessária, prejudicam o meio ambiente e a saúde do ser humano. Veja abaixo os postos de coleta desses objetos e dicas da coordenadora de Resíduos Sólidos do Iema, Maria Cláudia Lima Couto, com alternativas de descarte.


Onde descartar óleo de cozinha
Óleo de cozinha: O ideal é separar de acordo com o uso doméstico. Separe o óleo velho em garrafas pet e procure a sua associação de moradores e as igrejas do bairro, que geralmente utilizam o óleo na fabricação de sabão, por exemplo.

Caso não encontre perto de casa, algumas empresas coletam óleo. No caso específico do óleo de cozinha, a Politintas recebe o produto em todas as unidades no Estado. Veja os locais abaixo:

Vitória
Loja Leitão da Silva. Av. Leitão da Silva, 931, Santa Lúcia, Tel: (27) 3325-4541.
Funcionamento: Segunda a sexta de 8h às 18h. Sábado: 8h às 12h

Loja Jardim Camburí. Rua José Celso Cláudio, 720, Jardim Camburi, Tel: (27) 3019-4466. Funcionamento: Segunda a sexta de 8 às 18h. Sábado: 8h às 12h

Vila Velha
Loja Centro. Av. Luciano das Neves, 1152. Centro. Tel: (27) 3289-1200. Funcionamento: Segunda a sexta de 8h às 18h. Sábado: 8h às 13h

Loja Aribiri. Av. Carlos Lindenberg, 2340 - Lj 12.Aribiri. Tel: (27) 3340-5711. Funcionamento: Segunda a sexta de 7h30 às 17h30. Sábado: 8h às 12h

Serra
 Loja Carapina. Rua São José, 304. Jardim Limoeiro. Tel: (27) 3228-3499. Funcionamento: Segunda a sexta de 7h30 às 17h30. Sábado: 8h às 12h

Guarapari
Loja Guarapari. Av. Gov. Jones dos Santos Neves, 2964, loja 1, Muquiçaba. Tel: (27) 3221-2222.
Funcionamento: Segunda a sexta de 7h30 às 18h. Sábado: 8h às 12h

Cariacica
Loja sede. Rodovia BR-262, km 04 Campo Grande – Cariacica. Tel: (27) 3246-3201. Funcionamento: Segunda a sexta de 7h30 às 17h30. Sábado: 8h às 12h

Onde descartar materiais
Pilhas e baterias: Já existe uma regulamentação sobre o assunto. Alguns bancos, farmácias e supermercados recebem. Ao frequentar esses locais, procure saber quais deles, perto de casa, recebem esses produtos. Enquanto isso, guarde as pilhas e baterias velhas em casa, em um recipiente só para elas.

As baterias de celulares e os aparelhos podem ser entregues nas lojas de assistência técnica ou nas próprias operadoras onde o aparelho foi comprado. Em alguns casos, eles podem até render descontos na compra de novos celulares. Veja alguns locais que coletam pilhas usadas e baterias:

Vila Velha
Eletrônica Luck. Av Luciano das Neves, 921, Centro de Vila Velha. Tel: (27) 3229-2141. Recebe pilhas usadas e baterias de todos os tipos (de celular, recarregáveis).

Roccas Eletrônica Ltda. Av Luciano das Neves, 959, Centro. Tel: (27) 3289-1233 / 3289-1469. Recebe qualquer tipo de pilha e bateria.

Vitória
Servitória Comércio e Serviços Eletrônicos. R. José Cassiano Santos, 184 - loja 01, Fradinhos.. Tel: (27) 3223-3899 / 3223-9554. Só recebe baterias de telefone, da marca Panasonic.

Banco Santander da Avenida Princesa Isabel, 64, Centro. Tel: 3232-2600. Recebe pilhas e baterias usadas

Banco Santander da Praia do Canto. Avenida Nossa Senhora da Penha, em frente ao Boulevard. Tel: 3134-7600

Banco Santander da Reta da Penha. Próximo à Unimed. Tel: 3134-4100

Onde descartar materiais
Remédios: Os remédios merecem cuidados especiais. Primeiro procure saber se os postos de saúde e hospitais próximos à sua casa recebem esses medicamentos. Geralmente esses locais têm parcerias com os fabricantes e distribuidores de medicamentos, para devolver os que estão vencidos. Se os remédios estão fora do prazo de validade apontado na embalagem, leve-os a uma unidade hospitalar ou procure o fabricante.

Se os medicamentos ainda estiverem no prazo de validade e estiverem conservados adequadamente, procure instituições de caridade e faça a doação, ou a vigilância sanitária do seu município. Veja onde descartar remédios usados e vencidos:

Rede Farmes. Qualquer unidade da rede recolhe os medicamentos usados ou vencidos. Tel: 3315-2425

Lixo eletrônico
Eletrônicos: É necessário um cuidado especial com esse tipo de produto, pois possuem peças com substâncias químicas que podem contaminar o solo onde for jogado. Em Vitória o Comitê para Democratização da Informática (CDI) recolhe computadores usados, mas ainda em funcionamento ou com pequenos defeitos. Após manutenção, as máquinas são levadas para projetos em laboratórios de todo o Estado. Em alguns casos também são doados para entidades carentes.

Já as máquinas que não funcionam mais podem ser doadas para a Associação de Catadores de Materiais Rercicláveis da Ilha de Vitória (Amariv). A entidade também recebe todo tipo de material eletrônico. As peças recicláveis são retiradas e reaproveitadas. Já o lixo eletrônico é levado para outros Estados, onde recebe a destinação correta.
Veja os endereços:

Amariv - Rua Doutor Arlindo Sodré, 686, Itararé, Vitória. Referência: atrás do campo do Caxias. Funcionamento: das 8h às 18h. Telefone: (27) 3317-3366

Comitê para Democratização da Informática (CDI) - Rua Marins Alvarino, 150, Itararé, Vitória. Referência: dentro do prédio da techvitoria, em frente ao campo do Caxias. Funcionamento: das 8h às 17h. Telefone: (27) 3315-6043.