quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Desaparecimento de abelhas conduz à extinção da humanidade

Desaparecimento de abelhas conduz à extinção da humanidade

As abelhas estão ameaçadas de extinção. Bilhões de insetos produtores de mel em todo o mundo estão morrendo, deixando o homem a sós com as plantas não polinizadas.

As doenças que afligem as abelhas domésticas, são contagiosas para mamangabas e outros polinizadores silvestres de plantas. Tais são as conclusões de cientistas britânicos. Nos Estados Unidos, nos últimos dez anos pereceram 90% da população de abelhas selvagens e domésticas, no Reino Unido morreram mais de metade. A morte em massa desses insetos está sendo registrada na Suécia, Alemanha, Áustria, Itália, Israel e em outras regiões do mundo. O fenômeno é uma séria ameaça ao funcionamento normal dos ecossistemas do planeta e pode agravar a já existente crise alimentar, alertam os especialistas.
Segundo os dados mais recentes, nos Estados Unidos, na sequência da morte de abelhas caiu drasticamente o rendimento de culturas de frutas, especialmente maçã e amêndoa.
Cada primavera, para as áreas que mais sofrem trazem colmeias de outras partes do país, ou importam-nas do exterior. Isso não ajuda muito – a maioria das abelhas relocadas morre antes da próxima temporada. Além disso, no caso de transporte surge o risco de propagação de epidemias.
Em particular, em 1998, nos já mencionados Estados Unidos foi registrado o primeiro caso de infecção da família de abelhas com o pequeno escaravelho da colmeia. Anteriormente, ele habitava apenas na África do Sul, mas não causava muito dano lá, preferindo comer frutas muito maduras. Depois de ser trazido aos EUA, o escaravelho se tornou um verdadeiro desastre para os apicultores, nota o presidente da União Nacional de Apicultores russa Arnold Butov:
“Este escaravelho come não só as abelhas, mas também todo o conteúdo da colmeia – as células, os favos de mel, o mel e tudo mais. O pior é que ele pode ser transportado não só com produtos de apicultura ou as próprias abelhas, mas também com móveis e artigos em madeira.”
E agora já é o México que entra em pânico – os especialistas locais não estão conseguindo deter a propagação da praga. Na Austrália, desde Sydney, o escaravelho da colmeia se espalhou por por todo o país num só ano.
Outro problema enorme são ácaros e moscas parasitárias. Eles penetram no corpo da abelha e comem-na por dentro. Como resultado, a abelha enfraquece, produz prole defeituosa, perde a capacidade de se orientar no espaço e, eventualmente, morre de fome.
É praticamente impossível livrar-se deste flagelo. Destruindo colmeias, selecionando indivíduos saudáveis e mudando a localização do apiário, o apicultor fica só com a esperança de ter sorte. As próprias abelhas não são capazes de resistir a parasitas e vírus – o convívio com o homem teve um efeito devastador sobre sua capacidade de sobreviver, enfatiza o doutor de ciências agrárias, apicultor honrado da Rússia, Anatoli Kochetov:
“As abelhas, tal como os homens, adoecem se têm um estilo de vida não saudável e uma alimentação errada. Quando domesticamos as abelhas e começamos a colher todos os produtos apícolas possíveis: mel, geleia real, pólen, pão de abelha, cera de abelha, veneno de abelha, própolis – tanto nós como as abelhas começamos a esquecer como elas viviam em estado selvagem, a 50 milhões de anos atrás. Na latura elas cuidavam de si próprias. E agora nós fizemos com que elas esquecessem como fazer isso. Daí vêm as doenças. Além disso, a expansão da rede móvel. Muitas linhas de energia elétrica. A ecologia está desequilibrada. Tudo isso afeta mal as abelhas.”
As abelhas doentes de um apiário infectam seus parentes selvagens. Se uma abelha afetada por fungos ou vírus pousa numa flor, e depois na mesma flor pousa uma mamangaba, a probabilidade de propagação da doença é muito alta. A morte em massa de abelhas e outros insetos himenópteros dentro em breve tornará o nosso planeta irreconhecível. 80% de todas as plantas florescentes do mundo são polinizadas por insetos.
Já hoje, em vários países existem fazendas onde as pessoas se veem obrigadas a exercer a função de polinização com pincéis na mão. Mas uma pessoa não consegue chegar a todas as flores. Em seu tempo, Albert Einstein disse que se as abelhas morressem, quatro anos depois as pessoas morreriam também. E abelhas já resta muito poucas.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Pequena relação de pastos apículas.

Plantas Meliponícolas
Conjunto de plantasvcultivadas, exóticas nativas ou daninhas que obedecendo a critérios de alta produção de néctar, pólen e resina, presença em grande quantidade, alta atratividade e máxima duração das flores, contribui de forma vantajosa para o aumento da produção (Dr. Rogério)


Abacateiro * Melipona scutellaris
Abóbora do mato * Melipona scutellaris
Acácia negra (mandaçaia)
acacia mangeum (trigonas) *
Açoita-cavalo (floresce com dois anos)
Assa-peixe Mqa
Agastaxe 
Ageratun SP
Aglaia
Alfavaca
Almeirão raditi (trigonas)
Alumâ * Melipona scutellaris
Algaroba * Melipona scutellaris
Amargosa
Angico (citado por muitos – janeiro/fevereiro) * Melipona scutellaris
Antigonon leptopus amor-agarradinho, mimo-do-céu, cipó-coral, lágrima-de-noiva uruçu 
Araçazeiro araçá * Melipona scutellaris
Arapiraca
Aroeira (árvore - resina) branca e vermelha trigonas resina * uruçu nordestina
Astrapéia (trigonas/melíponas)
Asa-de-pato
Acaizeiro
Amarelo
Amescla * Melipona scutellaris
Babosa Plebeias
Bamburral
Baraúna * Melipona scutellaris
Begônia
Beijo (Impatiens balsamina) trigonas
Beijo pintado
Beldroega * uruçu nordestina
Biri-biri ou limão japones (Jataí)
Bracatinga (junho/julho) resina
Brócolis
Bulbine/ cebolinha de jardim
BURACICA/COPOROROCA * Melipona scutellaris
Buquê-de-noiva
Cabeludinha
Cabeça-de-velho
Cabeça branca
Cagaita
Calabura
Calendula officinales
Caliandrea rosea (mandaçaia)
Calumbi * uruçu nordestina
Calumbi-miúdo
Cambará (trigona e melíponas)
Camboatá (trigonas, meliponas e apis) * Melipona scutellaris
Camomila
Chanana
Caneleira
Candeia * Melipona scutellaris
Canafístula * Melipona scutellaris
Capixingui (mandaçaia)
Cardo Mariano
Carnaubeira
Carrapicho-de-bode
Carqueja * Meliponas
Cassutinga * Melipona scutellaris
Catanduva ou angico de bezerro – uruçu nordestina
Catinga de Porco * Melipona scutellaris
Catingueira
Cerrador
Cipó são João uruçu
Cipó-uva * Uruçu nordestna
Citrino
Coqueiro jerivá (mandaçaia)
Coroa de cristo (jataí) resina
Corda-de-viola
Cosmos (divesas)
Couve brócolis (jataís , mqa)
Claraíba ou louro pardo (mandaçaia)
Clúsia
Chocalho-de-vaqueiro
Cumaru
Capim Andropogon
Capim carrapicho * uruçu nordestina
Croapé ou cipó-uva ou cipó de vaqueiro Uruçu nordestina
Copiuba ou pau branco ou pau branco * uruçu nordestina
Dália (Jataí)
Dedaleira
Érica Branca ou mini Érica (jataís) érica rosa (melípona)
Erva-mate (trigonas) resina
Erva Cidreira * uruçu nordestina
Ervaço
Espiguinha (Mimosa daleoides) trigonas
Espinheiro
Eucalipto * uruçu, diversas (quase todas)
Eucalipto mutante floresce precoscemente (um ano e meio) só por estaquia
Eugênia (janeiro)
Érica branca ou mini-érica
Faveleira/faveira
Fedegoso
Feijões
Feijão-bravo
Feijão de porco
Flor borboleta ou borboleta azul
Flores de coqueiro procuradas por trigonas, melíponas, apis, bombus atratus
Flores de palmeiras todos os tipos de abelhas
Flor de milho
Funcionária pública
Fumo (Nicotina tabacum) trigonas
Funcho (Phoeniculum vulgare) trigonas
Flor de Mel ou margaridão *diversas
Girassol (trigonas e melíponas)
Guamirim-branco/amarelo
Guabiroba (melíponas)
Guabiraba * Melipona scutellaris
Goiaba
gubiraba
Guaco floresce em dois anos (tipo de cipó)
Grinalda
Grama comprida * uruçu nordestina
Grumixaa ou grumixameira
Gudião *uruçu nordestina
Hebe speciosa
Imburana (pega fácil por estaquia)
Ingazinho * uruçu nordestina
Ingá poça * Melipona scutellaris
Ipe-roxo
Ipe de Jardim
Jabuticaba
Jabuticaba de cabinho (Plinia truncifolia)
Jacarandá
Jacquemontia Montana
Jacatirão
Jambu (trigonas)
Jambo roxo
Jerivá
Jetirana e jetirana branca
Jetirana de mocó
Jequitirana
Juazeiro * Melipona scutellaris
Jucara ou palmito
Jucazeiro ou Pau Ferro
Junquilho (junho/julho)
Jurema Preta (Mimosa hostilis) * uruçu nordestina
Jurubeba
Jacatirão
Jitaí * uruçu nordestina
Jasmim de inverno *
Kim-kam (Citrus spinipes) trigonas e meliponas resina
Lacre (scutellaris)
Lajeana
Laranjeira (trigonas) resina *M scutellaris
Lavanda (trigonas)
Leucena
Limoeiros - resina
Lírio amarelo (trigonas)
Lixeira branca (mandaçaia)
Ligustrum (anual) Uruçu nordestina
Liguste * uruçu nordestina
Licure * uruçu nordestina
Macunã – resina – própolis vermelho
Madresilva
Maçaranbuba * Melipona scutellaris
Mau vizinho * Melipona scutellaris
Manacá
Malva-branca
Malícia
Malmequer (trigonas)
Malva (muitas) branca – uruçu nordestina
Manjericão (trigonas)
Mangueira (trigonas) resina
Margarida (trigonas)
Marmeleiro
Marianeira (pega fácil por estaquia – melíponas) ou fruto do sabiá
Mata pasto cabeludo
Mata pasto
Mela-bode
Melaleuca – árvore do chá, mirto de mel
Melosa
Mellilotus branco e amarelo
Miguel pintado (árvore)
Miosótis chinês (mandaçaia)
Mirra
Mimo do céu * Melipona scutellaris
Moça-bonita (melíponas, trigonas, apis)
Moça-branca
Mofumbo
Moleque duro
Moringa (Moringa oleifera Lam.)
Mosquitinho (trigonas)
Mororó * Melipona scutellaris
Mussambê
Mutre (trigonas e melíponas)
Mulungú
Murta * uruçu nordestina
Nabo forrageiro muitas abelhas
Nêspera
Orquídea nativa (Gomesa crsipa)
Onze horas (trigonas)
Ora-pro-norbis – trepadeira (muitas abelhas)
Orelha-de-pau Tibouchina holosericea (trigonas)
Pacoté
Palma do campo
Palmeira elegante (trigonas)
Palmeira arcontofenix resina
Pequizeiro
Pau pombo * Melipona scutellaris
Pau branco
Pau Mocó
Pau santo
Pega-pinto
Pau Ferro * Melipona scutellaris
Pessegueiro (trigonas, melíponas e apis - resina)
Pinhão bravo
Pinheiro (árvore – resina)
Pinheiro selvagem Podocarpus lamberti – resina
Pinus resina
Pitanga (trigonas) * Melipona scutellaris
Pixirica Miconia SP meliponas
Polygala violácea
Quaresmeira (mandaçaia)
Quebra-panela
Quebra-pedra * Jataí
Quipé * Melipona scutellaris
Rama amarela
Retirina
Rezedá (trigonas)*
Rubiaceae - Ervanço * uruçu nordestina
Sabugueiro (trigonas) resina
Sabiá * uruçu nordestina
São João - cipó
Santa Luzia
Salsa
Sálvia roxa (manduri e trigonas)
Sete-patacas-roxa
Sete sangrias
Sisal (agave sisalena trigonas)
Stilpnopappus pratensis
Soja
Sucupira * Melipona scutellaris
Tanchagem (planta medicinal)
Taiuiá
Tapete chines
Torenia *
Tupixaba (Escoparia dulcis – muitas abelhas)
Turnera (flor do Guarujá)
Tithonia diversifolia (margaridão, flor do mel, girassol mexicano – MQA, Melipona scutellaris)
Trapiá
Trevo
Trinador * Melipona scutellaris
Uva do Japão
Urtiga
Urucum (trigonas) * uruçu nordestina
Umbuzeiro * Melipona scutellaris
Vassourinha (Bracharis SP) mandaçaia e trigonas
Vassourinha de botão
Vassourão branco
Vitex (mandaçaia) ou agnus castus
Xanana

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NOME POPULAR NOME CIENTIFICO

AMOR AGARRADINHO Antigonum leptopus
ANGICO BRANCO Piptadenia comunis
AROEIRA BUGRE/AROEIRA BRAVA Lithaea brasiliensis
ASSA PEIXE vernonia podalyraefolia
ASSA PEIXE (BRANCO) Vermonia platensis
ASTRAPEIA Dombeya walluchii
BABA DE BOI (JERIVA) Syagrus romanzoffiana
BOLDO DO CHILE Peumus boldus molina
BRACATINGA DO BANHADO mimosa meana
CAMBOATÁ cupania oblongifolia
CAMBOATÁ cupania oblongifolia
CAPIXINGUI Croton floribundus
CEREJEIRA Eugenia involucrata
CIPO UVA
COSMOS Comos sulphureus
FEIJAO GUANDU Cajanus cajan
FRUTA DO SABIA Acnistus arborescens
GIRASSOL Helianthus annuus
GUACO Mikania laevigata schultz
IPE-AMARELO-DO-BREJO Tabebuia umbellata
LARANJEIRA Citrus sp
LICHIA Litchi chinensis sonn
LOURO DO BREJO/LOURO PARDO Cordia trichotoma
MACAÚBA (COCO-DE-ESPINHO) Acrocomia aculeata
MANGERICAO/ALFAVACA Ocimum basilicum
MORINGA OLEIFERA Moringa oleifera
MURICI Byrsonima crassifolia
MUTRE Aloysia virgata
ORO-PRO-NOBIS Pereskia aculeata (o que se come),
PALMITO JUSSARA Euterpe edulis
PITANGA Eugenia uniflora
SOL-DA-BOLIVIA Brown grandiceps
TAIUIA Cayaponia tayuya cogniaux
TAPIRIRA (PAU-POMBO) Tapirira guianensis
VELAME

Plantas tóxicas
barbatimão(stryphnodendron adstingens), 
espatódea(spatodea campanulata), 
araribá(centrolobium tomentosum), 
melaleuca(altermifolia leucadrendron), 
enfim plantas tóxicas (se tornam as vezes muito tóxicas, devido ao substrato onde se encontram).


Por Luiz Sérgio M Câmara
http://www.abelhasemferrao.com/forum/viewtopic.php?f=5&t=5&sid=9fe661b0be74f16df8847c77bf75a98d