sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Dispositivo utiliza abelhas para detectar câncer e outras doenças



Um dispositivo criado por uma designer portuguesa utiliza a aguçada sensibilidade das abelhas para encontrar tumores e outras doenças graves no organismo humano. Por meio do novo aparelho, os insetos passam a dar complemento aos exames, identificando, ainda em fase inicial, as anormalidades na saúde das pessoas.
Desenvolvido pela designer Susana Soares, o dispositivo é composto por duas câmaras e conectado ao corpo do paciente submetido ao exame. Em um dos reservatórios, o cheiro exalado pelo organismo da pessoa é retido, e, no outro, ficam as abelhas prontas para entrar em ação: caso um odor desconhecido seja identificado, elas ficam perturbadas, voando em direções diferentes, o que explica a ocorrência das doenças.

As abelhas conseguem perceber as menores moléculas presentes no ar e são sensíveis às propriedades exaladas pelas glândulas apócrinas, que carregam as informações sobre a saúde do organismo. Segundo informou recentemente o site InHabitat, quando colocados no dispositivo, os polinizadores identificam todos os odores relacionados ao câncer de pulmão, câncer de pele e do pâncreas, assim como tuberculose.
O grande avanço sustentável para a descoberta de doenças foi apresentado na Dutch Design Week, um dos mais importantes eventos de design da Europa, realizado em Eindhoven, na Holanda. Ainda não há previsão de quando o equipamento passará a ser utilizado nos hospitais e laboratórios, mas, em algumas partes do mundo, as abelhas já vêm sendo incorporadas em biosensores, durante a execução de exames específicos.
Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Projeto de Lei.

`` Aprovado ´´.  Dispõe sobre a criação, 

o comércio e o transporte de abelhas sem-ferrão no 

Estado de SC, será sancionado em BN no sábado

Projeto de Lei, aprovado, que dispõe sobre a criação, o comércio e o transporte de abelhas sem-ferrão no Estado de SC, será sancionado em BN no sábado 
Braço do Norte/SC - 12/11/2013 - 18:11h

O governador em exercício de Santa Catarina, deputado Joares Ponticelli sancionará no próximo sábado (16), em Braço do Norte, o Projeto de Lei Nº 302/2013, aprovado pela Assembleia Legislativa na semana passada, que dispõe sobre a criação, o comércio e o transporte de abelhas sem-ferrão (meliponíneas) no Estado de Santa Catarina.
O Projeto de Lei foi criado a partir da iniciativa da Associação de Municípios da Região de Laguna – AMUREL, de escutar as reivindicações dos meliponicultores (produtores de mel de abelhas sem-ferrão) e, em razão disso, de promover um seminário regional, que ocorreu dia 4 de junho deste ano, em Tubarão. Deste seminário, que teve participação de especialistas no assunto de outros estados brasileiros, resultou uma minuta de projeto, que foi entregue aos deputados José Nei Ascari e Joares Ponticelli em 17 de julho. Ascari e Ponticelli assumiram então a autoria do projeto, que acabou aprovado pela Assembleia na semana passada. “No seminário em Tubarão eu empenhei minha palavra que faria todo o esforço possível para ajudar esses trabalhadores neste pleito que considero justo, afinal pela legislação vigente há itens em que o criadores de abelha sem-ferrão são tratados semelhante a alguém que está transgredindo a lei, e não como pessoas que, na prática contribuem com a preservação da espécie das meliponíneas e com o meio ambiente”, disse o governador em exercício.
Os meliponicultores encontram dificuldades por conta da Resolução 346, do Conama, que limita a atividade em escala comercial. As abelhas sem ferrão são nativas da América do Sul e, por isso, a norma faz uma série de exigências para a exploração do mel, entre elas, a presença de biólogos nas propriedades, o que inviabiliza a atividade economicamente. A Resolução também limitava em 50 o número de caixas de abelhas por produtor, o que inviabilizava a atividade econômica devido à baixa quantidade de mel produzido pelas espécies meliponíneas. "Estávamos sendo discriminados e reprimidos como se fôssemos degradadores, quando, na verdade, contribuímos para a preservação do meio ambiente", defende o produtor Jean Locatelli e um dos defensores da criação da lei estadual.
A nova lei atende basicamente ao anseio dos meliponicultores de ter uma normatização semelhante à da apicultura tradicional, que utiliza abelhas com ferrão.
A sanção da lei acontecerá a partir das 14 horas de sábado, 16, provavelmente no salão paroquial de Braço do Norte.


Por: Márcia Regina
Radio verde vale

Paraíba salva abelhas da seca com alimentação artificial


Jon Sullivan/Creative Commons
Abelhas efrentam dificuldade para encontrar alimento no período de seca (FotoJon Sullivan/Creative Commons)
xarope de água com açúcar é uma fonte de energia para as abelhas. Esta solução, juntamente com outras técnicas, está sendo utilizada para manter a apicultura na Paraíba,conforme informa a Agência Sebrae de Notícias. Essa e outras saídas para a produção de mel durante o período de estiagem são apresentadas durante o 3º Congresso Nordestino de Apicultura e Meliponicultura, que será realizado em Campina Grande (PB), de quarta (20/11) até sexta-feira (22/11). 

De acordo com o gestor do projeto de Desenvolvimento Setorial do Agronegócio do Sebrae na Paraíba, Fabrício Vitorino, outra experiência que tem gerado resultados positivos com os apicultores, principalmente os da Várzea de Sousa, é a verticalização de colmeias, uma novidade no Congresso deste ano. “É um manejo de alta produtividade que está sendo difundido na Paraíba. O método foi trazido de Cuba, há um ano, para o Sertão. Quem segue as orientações, está lucrando e não perde abelhas”, diz. 

A dificuldade durante a seca, para a abelha, é achar floradasalimentos dos mais puros para viver. “Conseguimossocorrer as abelhas utilizando alimentação artificial, que é constituída de uma parte de energia, como o xarope de água com açúcar, e de proteína, como o farelo de soja ou trigo”, ressalta Fabrício. Ele explica que os apicultores atendidos pelo Sebrae foram capacitados e são acompanhados por um consultor especialista em apicultura. 

Esse procedimento garantirá a manutenção dos enxames no período, preparando-os para o início da florada na estação seguinte. “Os apicultores que adotaram esses procedimentos tiveram uma perda bem menor do que aqueles que não adotaram. O Congresso ensina essas práticas, repassa informações construtivas. É um intercâmbio interessante para o apicultor”, reforça o gestor. 

Durante as 15 clínicas tecnológicas, o participante terá informações sobre como criar abelhas, o que fazer paramelhorar a criação e aumentar a produtividade. O Congresso abordará ainda questões mais técnicas, como gestão, estratégias, técnicas para melhoria da produtividade de abelhas com ferrão e sem ferrão, diversidade de produtos apícolas, entre outros. 

Os realizadores do evento são o governo do estado, Federação Paraibana dos Apicultores e Meliponicultores (FEPAM), Sebrae na Paraíba e União Nordestina de Apicultores e Meliponicultores (Unamel). Entre os apoiadores estão Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Federal da Paraíba (UFPB). 

Serviço: 
3º Congresso Nordestino de Apicultura e Meliponicultura 
Data: 20 a 22 de novembro 
Local: Centro de Convenções Raimundo Asfora, Garden Hotel, Campina Grande-PB 
Programação: http://www.coneamel.com.br/programacao/

Técnicas são apresentadas no 3º Congresso de Apicultura, em Campina Grande

por Globo Rural On-line

terça-feira, 19 de novembro de 2013



Agricultores investem na criação de 





abelhas como fonte de renda no Acre




Mais de 300 trabalhadores rurais estão criando abelhas sem ferrão.
Pesquisa científica da Ufac pode ajudar criadores de abelhas.

Francisco Lopes é o respnsável pelo programa de Meliponicultura (Foto: Francisco Rocha/G1)Fernando Freitas é um dos criadores de abelhas (Foto: Francisco Rocha/G1)

 programa de criação de abelhas sem ferrão, teve início em 2011, no Acre. Mas só agora os acreanos despertaram para a importância da preservação da espécie. No vale do Juruá, interior do estado, mais de 300 trabalhadores rurais estão investindo na criação de abelhas como uma nova fonte de renda.
O programa tem o incentivo do governo do estado, através da Secretaria de Pequenos Negócios (Sepn) que fornece cursos de capacitação nas comunidades rurais, sobre a forma correta de manejo da colmeia para evitar que as abelhas abandonem a nova moradia. Além das orientações de manejo, os criadores também recebem caixas padronizadas com sistema de ventilação e segurança que protege dos predadores.
Segundo Francisco Lopes Nogueira, responsável pelo programa de Meliponicultura em Cruzeiro do Sul (AC), a região do Juruá é um dos lugares mais propícios em todo o estado Acre para a criação de abelhas, devido a grande área de vegetação e a extensa biodiversidade. O que, segundo ele, favorece na diversidade de própolis e na qualidade do mel.
Nogueira explicou ainda que algumas amostras já foram analisadas em laboratórios no Acre, e o resultado aponta que o mel de abelha produzido no Vale do Juruá tem mais qualidade nutricional tanto para alimentação quanto para a medicina.
Os criadores recebem caixas padronizadas para participar do programa (Foto: Francisco Rocha/G1)Antonio da Silva Cruz participa do Programa de
Meliponicultura (Foto: Francisco Rocha/G1)
“Essa região tem uma biodiversidade muita rica, com variedades de plantas, o que faz com que o mel da abelha seja mais natural e rico em valor nutricional. As pessoas estão começando a dar valor às abelhas, porque descobrirm a importância dela, não só como fonte de renda, mas para a saúde humana e principalmente para o meio ambiente”, explica Nogueira.
O programa de incentivo à criação de abelha ocorre nos municípios de TarauacáMarechal ThaumaturgoPorto WalterRodrigues AlvesMâncio Lima e Cruzeiro do Sul. Segundo Nogueira, em todo o estado já foram identificadas mais de 300 espécies de abelhas sem ferrão, mas ainda não foram todas catalogadas.
Segundo o especialista, que também representa a Secretaria de Pequenos Negócios no Vale do Juruá, a ideia a partir de agora é organizar os meliponicultores para padronizar a embalagem desse produtor e ganhar mais valor de mercado. Atualmente, o litro de mel de abelha é vendido no Acre por um valor que varia de R$ 50 a R$ 100.
O produtor rural Antônio da Silva Cruz, de 53 anos, decidiu trabalhar com abelhas porque viu nelas uma nova fonte de renda e a importância que elas têm para a manutenção da natureza.
“Antes de ter esse conhecimento, eu só me importava com o mel. Hoje, quando encontro uma casa de abelha na floresta a minha preocupação é com elas, porque se aquela ninhada toda morrer é dinheiro perdido e com um tempo, tanto nós como o meio ambiente vai sofrer”, diz o agricultor.
Outro trabalhador rural que está se dedicando à criação de abelhas é João Fernando Freitas da Fonseca, de 23 anos, que reside na comunidade Santa Luzia, situada às margens da BR-364. Atualmente ele trabalha com oitos colmeias, mas já tem como meta chegar no final do ano de 2014 com 200 colmeias. O que segundo ele lhe renderia mais de 60 litros de mel por mês e uma renda mensal de aproximadamente R$ 7 mil.
“Trabalhar com abelha é muito gratificante, não é um trabalho pesado, exige pouca mão de obra, só precisa ter cuidado para preservá-la dos predadores e evitar muita movimentação próximo às colmeias para elas não irem embora”, diz Fonseca.
Pesquisa da Ufac pode ajudar criadores de abelha
Para melhorar a forma de manejo e aumentar a produção de mel, o pesquisador da Universidade Federal do Acre (Ufac), Rogério Oliveira Souza, que é doutor em Genética e Evolução, está desenvolvendo uma pesquisa em parceria com outros pesquisadores da Universidade de São paulo (USP) para identificar os grupos científicos das espécies de abelhas que estão sendo trabalhadas no Acre.
Atualmente as espécies são conhecidas pelo nome popular de Jandaira e Urruçú. A pesquisa vai identificar também quais são os tipos de plantas mais polinizadas por essas abelhas, o que pode facilitar o aumento da produção de mel.
Abelhas Acre (Foto: Francisco Rocha/G1)Abelhas Acre (Foto: Francisco Rocha/G1)
“A intenção é identificar os nomes científicos desses grupos e a forma de comportamento e adaptação delas, para facilitar o manejo dos ninhos e identificar os tipos de plantas que cada grupo mais se alimenta. Para se ter uma cadeia produtiva em grande escala, não basta só fazer o manejo da floresta para as caixas adaptadas. É preciso conhecer cada espécies na sua origem científica”, explica Souza.
Na opinião do pesquisador, o programa de criação de abelhas é extremamente importante para o Acre, porque cria uma nova alternativa de vida para quem mora na floresta. Segundo ele, as abelhas são as responsáveis pela manutenção da diversidade das plantas e pela produção dos frutos.
“Se não existir abelhas para fazer a polinização das plantas, a produção e a qualidade de frutos vai diminuir. As abelhas têm inúmeras utilidades de grande importância para a manutenção da floresta e do meio ambiente, além se ser uma fonte de renda para os criadores” explica.

Fonte -  G1 - Globo
.

GTA - Guia Transporte Animais.

O meu amigo João do Meliponario Capixaba conseguiu a guia de transporte de animais - GTA para o transporte de abelhas nativas aqui dentro do ES ( entre cidades ).

Abaixo segue o passo a passo para quem quiser transportar nossas abelhinhas em seu ESTADO de origem.


Segue abaixo copia do e-mail que recebi do joão.


E-Mail

Ola, Julio

Deu um pouco  de trabalho e exigiu bastante conversa, mas consegui pela primeira vez transportar abelhas dentro do ES com devido GTA.
Conversei com diferentes orgãos, fiz o link entre eles, desatando os nós e no final, tudo certo. O custo foi 
R$ 6,19 para treze colônias. O órgão responsável aqui é IDAF - Instituto de defesa Agro Pecuária e Florestal.

Falaram já emitiram para muitos bichos, mas até então ninguém havia solicitado para as abelhas nativas. Ficaram inseguros por ser bicho nativo. a princípio pediram que eu levasse junto uma autorização do Ibama.

Argumentei então, que sob ótica da legislação, para outros estados é que se exige a autorização do IBAMA. Leram e aceitaram. Agora quem quiser transportar por aqui as abelhas de forma legal, encontrará mais facilidade pois agora eles conhecem e gostaram muito das abelhas nativas.
Como fazer: Passo a passo.
- Entrar no síte da Secretaria de Estado da Fazenda http://e-dua.sefaz.es.gov.br/ (no site do IDAF - www.idaf.es.gov.br -há um link)

para emitir o DUA - Documento Único de Arrecadação;
- Clicar  em taxas e Serviços, a esquerda da tela;
- Digitar CPF, selecionar a tua cidade e clicar em avançar;
- Selecionar Instituto de Defesa  Agropecuária e Florestal
- Selecionar Guia de Trânsito Animal;
- Selecionar Abelhas Bicho da Seda e Outros Invertebrados;
- Ao abrir a pagina de preparação para impressão, indicar a quantidade de guias.

Importante: Não é quantidade de colônias, mas sim de guias. Ou seja uma guia (R$ 6,19) por viagem e não por colonias, Ou seja será uma guia no valor citado para cada destino, não importa a quantidade de abelhas.

Depois de impresso e pago o DUA, levar no escritório do IDAF do seu município ou de um município vizinho caso não haja escritório onde mora, para a emissão do documento.

Em caso de dificuldades em teus municípios (emiti em Vila Velha-ES), deverão entrar em contato com o IDAF central. Fiz isto e eles mandaram um email para o escritório de Vila Vila informando e explicando. 

Solicitei também, que enviassem também para todos os escritórios para facilitar para os companheiros. 
Foi muito bom, um avanço. Nisto de conversar e expor sobre as ASF e nossa atividade, ganhei o IDAF como simpatizante da meliponicultura, principalmente aos expor a importância delas para a polinização das matas nativas e agricultura.

Abraços

Joao 

Meliponario Capixaba


domingo, 17 de novembro de 2013

Santa Catarina já tem legislação própria, para a criação e transporte de Abelhas sem Ferrão.

Governador em exercício libera recursos para municípios do Sul

Foram assinados repasses de recursos financeiros no valor total de R$ 736,7 mil, que vão atender aos municípios de Grão-Pará, São Ludgero e Braço do Norte
O governador em exercício Joares Ponticelli sancionou nesta tarde a lei que autoriza
a criação, o comércio e transporte de abelhas sem ferrão (meliponíneas),
 no Estado de Santa Catarina. Na oportunidade foram assinados repasses
de recursos financeiros no valor total de R$ 736,7 mil, que vão atender
 aos municípios de Grão-Pará, São Ludgero e Braço do Norte. Durante o ato,
o governador em exercício descentralizou R$ 250 mil para a obra de pavimentação
da rodovia municipal GPA-385, que dá acesso à comunidade de Rio Cachoeirinhas
em Grão-Pará. Para Braço do Norte foram liberados R$ 16,7 mil para a aquisição
de instrumentos musicais da fanfarra da Escola de Educação Básica
Engenheiro Annes Gualberto e R$ 320 mil para a confecção do projeto do
Lei - O objetivo é de regular o comércio dessa espécie de abelha e por não
haver regulamentação específica para a atividade, o registro de meliponários
comerciais e não comerciais junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), fica dificultado.
A lei vai permitir a criação, o manejo e as demais atividades relacionadas às
colônias de abelhas sem ferrão, dentro da zona rural de cada município catarinense.
Também assegura a criação na área urbana desde que respeitadas as disposições
previstas no plano diretor municipal. Ainda de acordo com o texto da lei,
quando houver inscrição técnico da Companhia Integrada de Desenvolvimento 
Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o produtor estará autorizado o transporte de 
,discos de cria, mel, pólen, própolis e colmeias de abelhas sem ferrão, dentro de 
,Santa Catarina.
As abelhas sem ferrão – As meliponíneas, também chamadas de abelhas sem ferrão,
abelhas da terra, abelhas indígenas, abelhas nativas ou abelhas brasileiras,
são consideradas os principais agentes polinizadores de diferentes plantas nativas.
Colaboração: Comunicação Santa Catarina 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Pesquisa diz que animais silvestres são mais eficientes na polinização


Abelhas nativas, morcegos e outros animais podem ajudar na agricultura.
Pesquisa foi publicada na edição da revista 'Science' desta semana.


Um estudo realizado por mais de 50 cientistas de diversos países, publicado pela renomada revista "Science", afirma que animais silvestres são, em várias situações, polinizadores mais eficientes do que as abelhas comuns (Apis mellifera), muito utilizadas para polinizar culturas agrícolas.
Morcegos, beija-flores, besouros e abelhas de espécies diversas, não só da espécie Apis mellifera, são capazes de polinizar vários tipos de plantas. No caso de culturas agrícolas, a polinização por animais silvestres fez aumentar a frutificação em até duas vezes, ressalta Juliana Hipólito, pesquisadora de ecologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e uma das autoras do estudo, publicado nesta quinta-feira (28).
Abelhas de diversas espécies encontradas em vários locais do mundo polinizam flores (Foto: Reprodução/'Science')Abelhas de diferentes espécies de vários locais do mundo polinizam flores (Foto: Reprodução/'Science')
"Isso está relacionado à qualidade da deposição do pólen. Os polinizadores nativos demonstraram maior eficiência nesse quesito em certas culturas agrícolas", diz a pesquisadora. Em todos os cultivos em que animais nativos fizeram a polinização, independente da presença da Apis mellifera, houve ganho na reprodução, afirma ela.
Sem competição
Juliana aponta que, no início do estudo, os pesquisadores imaginaram que haveria competição entre as abelhas comuns e animais polinizadores nativos, caso ambos convivessem na mesma área. A situação praticamente não ocorreu.
"Basicamente não há relações fortes de competição como a gente achava que haveria. Constatamos que polinizadores nativos, como vespas, podem ajudar na agricultura", diz a pesquisadora. "A Apis mellifera pode ter papel complementar ao dos animais silvestres [na polinização]."
Professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e também autor do estudo, Breno Magalhães Freitas informa que foram estudadas cerca de 600 áreas agrícolas (como fazendas) em todos os continentes do mundo, exceto na Antártica.
"A prática atual da agricultura é não se preocupar com os polinizadores silvestres", afirma. Segundo ele, quando os animais nativos são eliminados de uma área agrícola, "o produtor tende a pensar: 'eu posso colocar colmeias de abelhas para polinizar'", mas isso está longe de aumentar a eficiência na agricultura.
"O trabalho mostra que as abelhas comuns polinizam, mas não são muito eficientes. Os polinizadores [abelhas e outros animais] não são excludentes", pondera o pesquisador.
A maioria dos animais polinizadores são abelhas de diversas espécies - elas representam de 70% a 80% dos seres com esta função, segundo Freitas. "Não quer dizer que uma espécie é melhor do que a outra. Elas são complementares."
Abelha pousa em flor em Jerusalém; espécies silvestres se 'especializam' em polinizar certas plantas (Foto: Baaz Ratner/Reuters)Abelha pousada em flor, em Jerusalém; espécies silvestres se 'especializam' em polinizar certas plantas (Foto: Baaz Ratner/Reuters)
Especialistas
Os animais silvestres tendem a ser mais eficientes na polinização porque são "especialistas" em certos tipos de planta, afirma o pesquisador. "Eles atingem um grupo menor, e com isso conseguem ser eficientes naquela planta que visitam", ressalta.
Já as abelhas comuns, também chamadas de abelhas europeias, polinizam vários tipos de plantas. "Elas não são especialistas, fazem uma polinização básica, mais geral", diz Freitas.
Exemplos de animais polinizadores nativos do Brasil são abelhas mamangavas, essenciais para a reprodução do maracujá. Já o caju pode ser polinizado tanto por abelhas centris, um tipo natívo, quanto pela Apis mellifera. "Elas se complementam", afirma o professor da UFC.
Orientações para os produtores rurais são evitar o desmatamento ao redor de suas propriedades, para garantir o habitat natural dos animais silvestres que podem ser polinizadores. Também é importante usar menos agrotóxicos, afirma o professor.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/03/pesquisa-diz-que-animais-silvestres-sao-mais-eficientes-na-polinizacao.html

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Paladar Refinado - Mel jatai.



                                                                                                                                                                                O chef  Alex Atala  ensina a fazer um ceviche de flores frescas com o mel da abelha jataí. 




Fonte Youtube.

Procura-se o mel e a abelha

A verdade é um ferrão: as abelhas estão ameaçadas. Um fenômeno ainda sem explicação está levando ao desaparecimento de colmeias inteiras. E junto com o mel, o sumiço das abelhas põe em risco não só os produtos diretos gerados por elas (geleia real, cera), mas lavouras e pomares que podem minguar na ausência das polinizadoras universais. O risco é geral, afeta diferentes países e independe da espécie de abelha.


    No Brasil, a ameaça é ainda mais preocupante, pois o ambiente é especialmente favorável à produção de méis. Há por aqui tanto os méis de Apis mellifera, aquela amarela e preta, com ferrão, trazida pelos jesuítas no final do século 19 para o Rio de Janeiro, como um patrimônio único e incalculável do ponto de vista gastronômico, de méis produzidos por centenas de espécies nativas, de nomes populares que vão de jataí a mamangava. Esses méis podem desaparecer antes mesmo de serem devidamente conhecidos. Antes de serem reconhecidos e liberados para a venda.
FOTO: Celio Messias/Estadão
Para entender a gravidade do caso, tome como exemplo a abelha canudo, típica da América tropical. Segundo o Slow Food Brasil, essa espécie é responsável pela polinização de 80% da flora na Amazônia. Manejadas por índios sateré-maués, as abelhas canudo produzem um “mel fluido, saboroso e aromático, com grande potencial gastronômico”, como explica o professor de história da gastronomia do Senac, Sandro Dias. Se elas sumirem, vão junto o mel, o saber fazer indígena e o guaraná amazônico, que é polinizado por elas.
Os desdobramentos do eventual sumiço das abelhas são tema do documentário Mais que Mel, que estreia amanhã no Brasil. Dirigido pelo cineasta suíço Markus Imhoof, o documentário percorre o mundo em busca de colmeias para tentar explicar a situação das abelhas e sua importância na dieta humana. As viagens ao longo de cinco anos retratam um cenário preocupante e ainda sem solução.
Ninguém sabe a causa exata do sumiço. Estresse, desmatamento, uma doença desconhecida, manejo apícola inadequado e uso de pesticidas são suspeitos… Mas certeza não há.
FOTO: Felipe Rau/Estadão
O fenômeno corresponde a uma rápida perda da população de uma colmeia, que inexplicavelmente não volta à colônia. Na União Europeia, agrotóxicos associados ao sumiço desses insetos foram temporariamente banidos. No Brasil, algumas medidas preventivas estão em análise. Os técnicos do Ibama estão estudando a situação desde 2010 (já registraram dois casos) e alertam para o risco de que a síndrome afete colmeias por aqui.
O custo da substituição das abelhas na função de polinizadoras seria inviável para a agricultura, não há dúvidas. A abelha tem a anatomia ideal para penetrar nas flores e carregar grande quantidade de pólen em uma única e longa viagem.
Fonte- Paladar - Jornal Estadao