quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A PRODUÇÃO DE MEL E AS PLANTAS MEDICINAIS.

A tradição popular sempre valorizou o poder curativo de determinas plantas. Com o passar do tempo a ciência começou a reconhecer o que nossos avós já sabiam e transmitiram para as novas gerações. Hoje, a fitoterapia é levada mais a sério e inclusive já está incorporada ao sistema público de saúde da cidade de Vitória (ES), isto muito em parte, graças ao trabalho e dedicação da Doutora Henriqueta Sacramento,incansável divulgadora do valor curativo das plantas. 


A utilização das ervas medicinais aliada ao controle da alimentação, representa a saúde ao alcance de todos, fornecendo prevenção natural às doenças bem como a cura de vários males.

Por outro lado, os apicultores e meliponicultores sabem muito bem da importância de fornecer floração para as abelhas para que as colônias tenham um desenvolvimento constante e uma boa produção de seus produtos. A dificuldade maior é para aqueles que mantêm as caixas mais afastadas da matas e dispõem de pouco espaço para o plantio de árvores.

Que tal então aliar a criação de abelhas sem ferrão ao cultivo de ervas medicinais? A formação de um jardim terapêutico é uma ótima pedida já que as plantas, além de serem eficientes para a manutenção da saúde humana, são em boa parte, excelentes pastos para as nossas nativas. Seguem alguns exemplos:

Manjericão 
Manjericão: Além de um maravilhoso condimento que vai muito bem com as massas e até em carnes, possue propriedades terapêuticas, podendo ser utilizado em casos de estresse, exaustão e sintomas relacionados a eles (dor de cabeça, indigestão, tensão muscular, nevralgias etc.) ou de falta de memória e de concentração, o manjericão funciona como tônico. A ação da erva é tanto anti-séptica quanto desintoxicante, ajudando o organismo a se restabelecer de todo tipo de infecção. O chá quente reduz a febre e o muco no peito e no nariz, aliviando os sintomas de gripes, resfriados, congestão, tosse e dor de garganta. As propriedades relaxantes agem nos tratos digestivos e respiratórios e podem diminuir as cólicas, a prisão de ventre, bem como a náusea. Também ajuda a atenuar a tosse.

Erva Doce: Erva doce - A erva-doce é um vegetal rico em celulose, substância muito importante para o bom funcionamento dos intestinos.
Por suas propriedades alcalinizastes, funciona como expectorante. É ainda estimulante da digestão e diurético. Além disso, contém Cálcio, Fósforo e vitaminas do Complexo B, principalmente Niacina.
Atua no organismo como Anti-séptico, antiinflamatório, antioleosidade, suavizante, calmante, refrescante


Alfavaca: É a mais melífera entre as plantas medicinais. Floresce praticamente o ano inteiro e é visitada por uma grande variedade de espécies. Propriedades medicinais: analgésica, antiemética, anti-febril, anti-séptico, aperiente, aromática, aromatizante, calmante, digestivo, dispepsia nervosa, diurética, estimulante digestivo e estomacal, expectorante, excitante, hidratante, relaxante, revigorante, sedativo, sudorífera, tônica.

Indicações: afta, amigdalite, angina, aumentar a lactação, bico do seio rachado, bronquite, cabelo, catarro, cólica, debilidade de nervos, dispepsia, doença das vias respiratórias, dor de cabeça nervosa, dor de garganta, enxaqueca, espasmo, espinha, estagnar o sangue, febre, ferida, flatulência, fraqueza, frieiras, furúnculo, garganta, gases, gastrite, gripe, infecções intestinais, dos rins e do estômago, insônia, intestino, pele, picada de inseto, problemas digestivos, resfriado, reumatismo, rins, tosse, tuberculose pulmonar, vermes, vias aéreas, vômito.


Erva cidreira: Planta de flores pequenas, porém fartas, são muito melíferas. Utilizada como calmante, para equilibrar, o sistema digestivo ajuda em casos de insônia, problemas gastrointestinais de origem nervosa . O óleo essencial tem efeito repelente pode ser esfregada na pele para aliviar picadas de insetos.

Além das plantas acima citadas outras plantas importantes como fornecedoras de néctar ou pólen não podem faltar em um jardim terapêutico. Não podemos deixar de citar a babosa que é um excelente cicatrizante, reidratante capilar, e da pele, ótimo em caso de queimaduras. Embora ainda não haja ainda comprovação científica definitiva, é dado como anticancerígeno. Já o guaco dentre outras propriedades medicinais é expectorante podendo ser utilizado para fazer xarope. Outra planta visitada pelas abelhas e muito útil na medicina popular é o boldo, grande remédio para o estômago, diarréia, ressaca alcoólica e dificuldades hepáticos.

Vou ficando por aqui apesar de haver outras plantas que poderiam ser citadas, mas em outra oportunidade voltaremos ao tema.

João Luiz
http://meliponariocapixaba.blogspot.com.br/2009/12/producao-de-mel-e-as-plantas-medicinais.html

PASTO PARA ABELHAS SEM FERRÃO.

Este será um ano em que  daremos especial atenção ao plantio de árvores no nosso meliponário.

Mesmo estando em uma área que ainda conta com um bom verde, é sempre interessante oferecer  uma ajuda  extra para as meninas.

Vamos agora falar um pouco do já temos para plantar, já plantamos ou que está chegar  neste incio de ano. Aproveito para  agradecer aos amigos de diferentes lugares que enviaram sementes, mudas e estacas. Estejam à vontade para sugerir mais espécies. Agradecemos a colaboração.  


Cosmos: Planta herbácea, anual, que pode atingir alturas de 0,45 a 1,2 m. A sua folhagem é muito fina, de corte pinulado, plumosa, caduca e de cor verde. As flores de Cosmos são singelas, circulares, com cerca de 10-15 cm de diametro, balanceadas em longas e finas hastes, com variadas cores desde o branco, amarelo, rosa, vermelho , laranja, carmesin. As flores de Cosmos são brilhantes e atrativas para abelhas e borboletas. São plantas muito fáceis de cultivar. Já temos deste alaranjado  e agora recebemos bastante sementes de cores diversas.  

Amor Agarradinho: Planta arbustiva tuberosa, trepadeira tipo liana de ramos finos e flexíveis, providos de gavinhas, com folhas verde-claro em forma de coração e flores pequenas completas, cor-de-rosa ou brancas, numerosas e muito duradouras, reunidas em grande inflorescências, muito apreciadas pelas abelhas.
Muitos produtores de mel a cultivam para alimento destes insetos.
Floresce praticamente o ano todo.


Astrapéia: Ficamos felizes por conseguir plantar as  astrapéias porque é  uma árvore muito atraente para as abelhas. É uma árvore importante para os meliponários instalados na Mata Atlântica por florescer em ambundância no inverno que é o período crítico de alimentos para as abelhas, neste bioma . O plantio desta espécie, representou um importante passo para que possamos não ter que nos preocupar com alimentação artificial.

A Dombeya Walliachii, conhecida popularmente como astrapéia, astrapéia-rosa, dombéia, aurora e lombeija é uma árvore da família das Sterculiáceas, originária da África do Sul, que pode atingir até 10 m de altura.




Ora-pro-nobis: Conhecida popularmente como “ora-pro-nobis”, a planta Pereskia aculiata pertence à família dos cactos. É uma cactácea nativa da região que vem desde a Flórida até o Brasil. Trata-se de uma trepadeira que apresenta folhas suculentas e comestíveis, cuja forma lembra a ponta de uma lança. Por apresentar ramos repletos de espinhos e crescimento vigoroso, a planta pode ser usada com sucesso como uma cerca-viva intransponível.
Do ponto de vista ornamental, a “ora-pro-nobis” apresenta uma florada generosa que ocorre entre os meses de janeiro a abril, produzindo um espetáculo surpreendente.  Uma outra característica interessante é que suas flores são muito perfumadas e melíferas, tornando o seu cultivo indicado também aos apicultores.

Após a floração, o “ora-pro-nobis” produz frutos em forma de pequenas bagas amarelas e redondas, entre os meses de junho e julho. E aí vem um ponto importante a ser observado: nem todas as variedades desta planta são comestíveis; apenas a que tem flores brancas, com miolo alaranjado e folhas pequenas.

As folhas do ora-pro-nobis, desidratadas, contém 25,4% de proteína; vitaminas A, B e C; minerais como cálcio, fósforo e ferro. É uma planta que merece atenção especial por seu alto valor nutritivo e facilidade de cultivo, inclusive doméstico.




Moringa (Moringa oleifera Lam.): é uma planta perene, com aproximadamente 5 m de altura, de tronco delgado e folhas compostas. As flores são numerosas e floresce o ano todo. Os frutos são longos, parecidos com uma vagem e contém muitas sementes.
A raiz é em forma de tubérculo e armazena energia para a planta, que favorece em seu rebrote. A madeira é mole, porosa e amarelada.
Visitada pro diferentes espécies de abelhas  é originária da Índia é considerada por botânicos e biólogos, um milagre da natureza. Uma esperança para o combate da fome no mundo. Rica em vitaminas e sais minerais, cálcio, proteína e ferro.

O Mutre é um arbusto de tamanho médio que medra a pleno sol ou até mesmo a meia sombra. Suas pequenas flores, brancas e perfumadas, dispostas em racemos terminais, recobrem a planta à maior parte do ano, especialmente durante os meses mais quentes. Em certas regiões de clima quente o Mutre floresce o ano inteiro, mas em outras, dependendo das condições do inverno, a planta diminui e até mesmo pode parar a floração e perder parte de suas folhas.
Esta planta é muito boa para as abelhas nativas pois floresce durante o ano inteiro, além disto possui um perfume muito agradavel 

O Cardo Mariano é uma planta medicinal amplamente utilizada na MedicinaTradicional Europeia. Em França as raízes, folhas e frutos são usados no tratamento de prisão de ventre crónica, de várias doenças hepáticas tais como a icterícia, cálculos biliares, hepatite e fígado gordo, como descongestionante do sistema circulatório, no tratamento de hemorróidas e úlceras varicosas e, como anti-alérgico no tratamento da asma e urticária. Em Itália, os frutos do Cardo Mariano são usados no tratamento de doenças do fígado, devido à sua acção desintoxicante do fígado etambém pelas suas propriedades diuréticas e cardiotónicas. Na Alemanha e na Hungria, em Medicina Tradicional, os frutos do Cardo Mariano são usados notratamento de cálculos biliares devido à sua acção colagoga, estimulante da circulação entero-hepática e protectora do fígado. Na Grécia o Cardo Mariano é usado no tratamento de varizes, pedras da vesícula e na úlcera duodenal. A Medicina Homeopática também utiliza as tinturas dos frutos do Cardo Mriano notratamento de doenças do fígado, cálculos biliares, peritonite, pleurite, congestão do útero e varizes.

Taiuiá: A taiuiá é da mesma família que o chuchu (Sechium edule) - tem uma folhagem parecida, com folhas palmadas, e gavinhas, extensões que parecem molas e fixam a planta sobre outras.
Melilotus Officinalis: da família Fabaceae é  um exelente pasto apícula, com uma produtividade estimativa de 1.000 de mel/hectare com abelha africanizada,  é visitado também pelas abelhas nativas. Como se trata de um planta considerada difícil de se conseguir, foi com muita alegria que ganhamos as sementes. conhecido também como trevo amarelo, é um importante em casos de insuficiencia venosa crônica graças à presença do dicumarol. Original da Europa e Ásia.   



Vitex ou Agnus castus: Nativa do Mediterrâneo, é conhecida pelos gregos há 2.000 anos ou mais. O nome Vitex foi obra dos antigos romanos, que a consideravam a planta similar ao salgueiro, por causa da forma semelhante de suas folhas. Os ramos flexíveis favoreciam o seu uso para o artesanato em vime, à semelhança do salgueiro. Agnus castus, do grego agnos castus — casto, puro - tem a ver com a associação que era feita entre a planta e a castidade, desde tempos remotos. Suas sementes lembram os grãos da pimenta.
Quase todos os estudos com o Vitex se baseiam na preparação desenvolvida pelo médico Gerhard Madaus, em 1930, de um extrato de frutas secas patenteado com o nome de Agnolítico. Ele observou que a formulação tinha o efeito de aumentar o nível de progesterona produzido pelo organismo feminino. Pesquisadores atuais acreditam que sua substância regula o funcionamento da hipófise, ao detectar níveis aumentados de estrógeno e levar os ovários a diminuir a sua produção(1). A planta é usada para tratamento de irregularidades menstruais. Em mulheres que querem engravidar, desempanha o papel de regularizar os ciclos e prevenir abortos. Estudos clínicos mostram que os benefícios dessa planta podem demorar seis meses ou mais para aparecer. No alívio da TPM (2), sua ação é perceptível já a partir da segunda mestruação. Entretanto para efeitos mais deifinitivos, pode-se ter que esperar até um ano.  




 
  

Veja também:

http://meliponariocapixaba.blogspot.com/2009/12/producao-de-mel-e-as-plantas-medicinais.html

Sitios pesquisados:
www.dinakalman.com
www.jardimdeflores.com
jardimcentro.pt
www.fazfacil.com.br
ame-rio.blogspot.com
ruralbionergia.com.br
www.granjaparaiso.com.br

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Abelhas africanas coletam fungos ao inves de mel. materia exclusiva no brasil



veja no site :

http://www.mflip.com.br/pub/editoraimperatore/?numero=24%2F

grato

Produtor rural acredita na expansão da cadeia produtiva do mel na capital.


O produtor rural Paulo Faustino da Rocha executa a meliponicultura como atividade secundária (Foto: Angela Peres/Secom)

































O produtor rural Paulo Faustino da Rocha executa a meliponicultura como atividade secundária 

Em menos de meia-hora, Paulo Faustino da Rocha deixa a região central de Rio Branco rumo ao endereço de moradia das últimas quatro décadas, numa área verde abrigada no quilômetro 5 da BR-364. Lá, o produtor de 64 anos possui uma propriedade rural onde a venda de galinhas, patos, frangos e peixes garante o sustento da família.
Desde o ano passado, a meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão) também foi incorporada como atividade secundária, mesmo que antes houvesse descrença da parte dele. Mas, com a prospecção de uma alternativa viável para a expansão econômica e ambiental, a resistência foi superada naturalmente.
O fato é que um dia, interessada na compra de galinha caipira, a servidora pública Edna Costa descobriu o paraíso particular de Conceição da Rocha, mulher de Paulo. Após o contato inicial e a frequência das visitas, o programa de desenvolvimento da cadeia produtiva do mel surgiu pela primeira vez nos bate-papos.
Nas andanças sob o frescor da sombra das árvores, preservadas com consciência social, Edna se utilizou de sua experiência de 30 anos na Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) para investigar o potencial da meliponicultura nos 20 hectares de terra do casal. E a suspeita sobre a adequabilidade acabou confirmada.
À época, Paulo Faustino passou por uma capacitação e ainda transmitiu o que já sabia sobre o assunto – herança do pai – para auxiliar na aplicação da metodologia, além de receber caixas adaptadas para o cultivo das melíponas (abelhas nativas). Hoje, Conceição revela que o marido, antes resistente diante da iniciativa, está contente com a nova rotina: “Ele tá morto de feliz!”.
Criação de abelhas
A criação de abelhas é indicada como terapia ocupacional para o público idoso (Foto: Angela Peres/Secom)






























Criação de abelhas é indicada como terapia ocupacional para o público idoso (Foto: Angela Peres/Secom)

Pela ausência de ferrão, os insetos podem ser cultivados por candidatos de qualquer idade – especialmente como terapia ocupacional para o público idoso – e ainda próximo às residências. Porém, a orientação é que o local seja isolado do trânsito de pessoas e animais para não prejudicar a formação dos meliponários (colmeias).
Para o meio ambiente também há benefícios significativos. A exemplo dos humanos, as abelhas são organismos de natureza social que necessitam de segurança e estrutura específica. É delas o papel da polinização, ato que assegura a reprodução de plantas e, assim, torna-se indispensável para a conservação do ecossistema.
No Acre, o estímulo do governo à meliponicultura propõe ações educativas baseadas na compreensão de que a floresta deve ser respeitada como principal origem de riqueza dos povos tradicionais. Dessa forma, os produtores familiares cumprem o desafio de promover a exploração aliada à conservação das espécies nativas.
“Após capacitados no programa, os grupos passam a divulgar a atividade para os vizinhos, que, por sua vez, dão conta da existência de abelhas em suas propriedades, cuja adesão é implementada a partir das condições e do interesse dos envolvidos”, explica Maria Nogueira, da Seaprof.

fonte : http://www.agencia.ac.gov.br/noticias/acre/produtor-rural-acredita-na-expansao-da-cadeia-produtiva-do-mel-na-capital

domingo, 4 de janeiro de 2015

Nova lista das especies em perigo de extinção no Brasil.

Abaixo abelhas sociais:

Invertebrados Terrestres - Melipona (Michmelia) rufiventris Lepeletier, 1836 - Tujuba
Classificação Taxonômica
Grupo
Classe:
Ordem:
Família:
Espécie:
Nome Vulgar: Invertebrados Terrestres
Insecta
Hymenoptera
Apidae
Melipona (Michmelia) rufiventris Lepeletier, 1836
Tujuba
Categoria de Ameaça
Categoria Validada:
Critério Validado:
Presença Lista Anterior: EN
B2 ab(i,ii,iii)
Justificativa
Melipona (Michmelia) rufiventris é endêmica do Brasil, restrita ao Cerrado dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Embora tenha distribuição relativamente ampla, a espécie é encontrada somente em cerrado denso e cerradão, necessitando de amplas áreas para manutenção de colônias, e os ninhos são contruídos em ocos de troncos grossos. Esses hábitats têm sido severamente reduzidos nos últimos 20 anos devido ao desmatamento para pecuária e agricultura. Aparentemente houve extinção em algumas áreas devido a exploração por meleiros e meliponicultores, e desmatamento e sua área de ocupação é estimada em menos de 500km2. A espécie ocorre em baixas densidades e a região de cerrado onde a espécie ocorre encontra-se bastante alterada com poucos fragmentos isolados. A população da espécie encontra-se severamente fragmentada. Portanto, Melipona (Michmelia) rufiventris foi categorizada como Em Perigo (EN) segundo o critério B2ab(i,ii,iii,iv).
Especialistas
Fernando Amaral da Silveira - UFMG, Gabriel Augusto Rodrigues de Melo - UFPR, Lucio Antonio de Oliveira Campos - UFV, Silvia Regina de Menezes Pedro - USP.

Invertebrados Terrestres - Partamona littoralis Pedro & Camargo, 2003 - Abelha
Classificação Taxonômica
Grupo
Classe:
Ordem:
Família:
Espécie:
Nome Vulgar: Invertebrados Terrestres
Insecta
Hymenoptera
Apidae
Partamona littoralis Pedro & Camargo, 2003
Abelha
Categoria de Ameaça
Categoria Validada:
Critério Validado:
Presença Lista Anterior: EN
B1 ab(i,ii,iii)
Justificativa
Partamona littoralis é endêmica do Brasil, conhecida de poucas localidades na Mata Atlântica do Nordeste, com registros em Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Sua extensão de ocorrência é estimada em apenas 258km2. A espécie necessita de ambientes em bom estado de conservação, e não é tolerante a perturbações e alterações de hábitat. Os remanescentes florestais da região de ocorrência da espécie são pequenos e encontram-se isolados por extensas áreas de atividades agropecuárias, fragmentando a população da espécie. Portanto, Partamona littoralis foi categorizada como Em Perigo (EN) segundo o critério B1ab(i,ii,iii).
Especialistas
Fernando Amaral da Silveira - UFMG, Gabriel Augusto Rodrigues de Melo - UFPR, Lucio Antonio de Oliveira Campos - UFV, Silvia Regina de Menezes Pedro - USP.

Invertebrados Terrestres - Melipona (Michmelia) scutellaris Latreille, 1811 - Uruçu
Classificação Taxonômica
Grupo
Classe:
Ordem:
Família:
Espécie:
Nome Vulgar: Invertebrados Terrestres
Insecta
Hymenoptera
Apidae
Melipona (Michmelia) scutellaris Latreille, 1811
Uruçu
Categoria de Ameaça
Categoria Validada:
Critério Validado:
Presença Lista Anterior: EN
B2 ab(i,ii,iii)
Justificativa
Melipona (Michmelia) scutellaris é endêmica do Brasil, ocorrendo na Mata Atlântica do Nordeste. Embora tenha distribuição relativamente ampla, a Mata Atlântica na região de ocorrência da espécie já sofreu grande redução, e os fragmentos florestais remanescentes são pequenos e encontram-se isolados por extensas áreas de atividades agropecuárias, fragmentando a população. Sua área de ocupação é estimada em menos de 500km2. Portanto, foi categorizada como Em Perigo (EN) segundo o critério B2ab(i,ii,iii,iv).
Especialistas
Fernando Amaral da Silveira - UFMG, Gabriel Augusto Rodrigues de Melo - UFPR, Lucio Antonio de Oliveira Campos - UFV, Silvia Regina de Menezes Pedro - USP.

ReferênciasAlves D. A., Imperatriz-Fonseca V. L. & T. Wenseleers. 2010. PARASITISMO SOCIAL EM ABELHAS SEM FERRÃO (APIDAE, MELIPONINI). Anais do IX Encontro sobre Abelhas, Ribeirão Preto - SP.
Giannini T. C., Alves D. A., Acosta A. L., Imperatriz-Fonseca V. L., Saraiva A. M. & A. I. Santos. 2010. QUAL PODERÁ SER A DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DE Melipona scutellaris (APIDAE, MELIPONINI) NO FUTURO? Anais do IX Encontro sobre Abelhas, Ribeirão Preto - SP.
III Semana dos Polinizadores: Palestras e Resumos. 2012. Embrapa Semiárido. Documentos, 249, 244 p.
Imperatriz-Fonseca V. L., A. M. Saraiva & Jong D. D. 2006. Bees as polinators in Brasil assessing the status and suggesting best praclices. Rev. Conservation International – Brasil, IV Holos Editora. Environment. V. Title.
J. M. F. Camargo & S. R. M. Pedro, 2013. Meliponini Lepeletier, 1836. In Moure, J. S., Urban, D. & Melo, G. A. R. (Orgs). Catalogue of Bees (Hymenoptera, Apoidea) in the Neotropical Region - online version. Available athttp://www.moure.cria.org.br/catalogue

. Accessed Jan/28/2014
Maia-Silva C., Souza D. A., Rodrigues A. V., Silva C. I., Hrncir M. & L. V. Imperatriz-Fonseca. 2010. FORRAGEAMENTO DE TRÊS ESPÉCIES DE ABELHAS SEM FERRÃO (Melipona quadrifasciata, Melipona scutellaris, Scaptotrigona aff. depilis) DURANTE A FLORAÇÃO EM MASSA DE Eugenia uniflora (PITANGA). Anais do IX Encontro sobre Abelhas, Ribeirão Preto - SP.
Nogueira-Neto, P. 1997. Vida e Criação de Abelhas Indígenas Sem Ferrão. São Paulo: Editora Nogueirapis. 445p. P. Vit et al. 3013. A legacy of stingless bees. Springer Science Business Media New York; DOI 10.1007/978-1-4614-4960-7.
P. Vit et al. 2013. A legacy of stingless bees. Springer Science+Business Media New York; DOI 10.1007/978-1-4614-4960-7.
Pickering J. XXXX. Discover Life. Versão online. Disponivel em:http://pick4.pick.uga.edu/

Acesso Jan. 2014.
Ramírez S. R., Nieh J. C., Quental T. B., Roubik D. W. & L. V. Imperatriz-Fonseca. 2010. A molecular phylogeny of the stingless bee genus Melipona (Hymenoptera: Apidae). Molecular Phylogenetics and Evolution 56. 519–525.
Species Link, http://splink.cria.org.br/

, Coleções consultadas: USPRP – RPSP, USP – CEPANN, MHNCI-ENTOMOLOGIA, EBDA – CEMEC, INPA-HYMENOPTERA, Abril, 2013.
Villas-Bôas J. 2012. Manual Tecnológico Mel de Abelhas Sem Ferrão. Brasília – DF. Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). Brasil, 2012.


PORTARIA No
445, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2014
A MINISTRA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, no uso de suas atribuições, e tendo em
vista o disposto na Lei n
o
10.683, de 28 de maio de 2003, nos Decretos n
o
6.101, de 26 de abril de 2007,
e na Portaria n
o
43, de 31 de janeiro de 2014, resolve:
Art. 1
o
Reconhecer como espécies de peixes e invertebrados aquáticos da fauna brasileira
ameaçadas de extinção aquelas constantes da "Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas
de Extinção - Peixes e Invertebrados Aquáticos" - Lista, conforme Anexo I desta Portaria, em ob-
servância aos arts. 6
o
e 7
o
, da Portaria n
o
43, de 31 de janeiro de 2014.
Art. 2
o
As espécies constantes da Lista, conforme Anexo I desta Portaria, classificadas nas
categorias Extintas na Natureza (EW), Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU)
ficam protegidas de modo integral, incluindo, entre outras medidas, a proibição de captura, transporte,
armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização.
§ 1
o
A captura, transporte, armazenamento, guarda e manejo de exemplares das espécies de que
trata o caput somente poderá ser permitida para fins de pesquisa ou para a conservação da espécie,
mediante autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico
Mendes.

http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/biodiversidade/fauna-brasileira/avaliacao-do-risco/PORTARIA_Nº_445_DE_17_DE_DEZEMBRO_DE_2014.pdf