terça-feira, 19 de março de 2013

Caixas Estilizadas Para Jatai







CONTATO

Rua Independência, nº 253
Bairro Trinta Réis
CEP: 88270-000 - Nova Trento - SC
Fone: (48) 3267-0766 / 3267-1010
Site: www.artezzini.com.br
E-mail: artezzini@artezzini.com.br

segunda-feira, 18 de março de 2013

Isca pet - Abelhas jatai


Ola amigos conforme havia comentado segue o vídeo com algumas iscas pet com jatai. Algumas estão na mata pois não tenho espaço físico para coloca-las por enquanto e nem caixas. Mas ainda este més estarei pegando as abelhas enxameadas nas pet.


                                                                   


quarta-feira, 13 de março de 2013

Ração protéica para abelhas sem ferrão

Quem pensa que abelhas precisam somente do mel está enganado. Na verdade, as abelhas precisam tanto do pólen quando do mel, o mel representa o alimento energético enquanto que o pólen é alimento protéico.

Fazendo uma comparação bem vulgar, poderia dizer que o mel está para as abelhas assim como a rapadura com farinha está para o cabloco sertanejo, ou mesmo, que o pólen está para as valentes aladas assim como a carne de sol para o nordestino.

Sem pólen de qualidade e em quantidade as abelhas não crescem de forma favorável ao desenvolvimento da atividade do meliponicultor. Dessa maneira, nos períodos de escasses de alimento não adianta apenas empurrar xarope nas abelhas. O ideal é que se forneça também um substituto para o pólen na ausência de boas floradas.

Pesquisas realizadas pela EMBRAPA do Pará mostraram que a quantidade de proteína na composição do pólen é um fator importante para o crescimento das colônias de abelhas sem ferrão.

Dessa maneira, durante o congresso em Cuiabá-MT acabei aprendendo uma ótima receita para o desenvolvimento de uma ração protéica que vem trazendo excelentes resultados no desenvolvimento dos meus enxames.

A receita me foi passada pelo Prof. Dr. Giogio Venturieri e o modo de preparo pelo seu aluno de pós-graduação, o colega Peter Hans Muller, outro cara fera que vai seguindo os passos do Mestre Venturieri. Essas duas figuras trabalham com abelhas sem ferrão já a bastante tempo e são referências na região amazônica sobre as abelhas sem ferrão.


A primeira coisa a se fazer é coletar um pouco de pólen in natura de alguma colônia, a primeira dica é que não pode ser qualquer pote de polén, tem que ser aquele onde as abelhas já inciaram o processo de fermentação, ou seja, aquele polén de potes lacrado de consistência pastosa.
Esse polén possui uma série de microorganismos e substâncias enzimáticas inseridos pelas abelhas que fazem o processo de fermentação do pólen, somente após esse processo químico é que o alimento se transforma nessa pasta que vai sendo consumida pelas abelhas aos poucos. Após a coleta reserve-o em algum recipiente limpo.

Vamos usar cerca de 300g de farinha de soja ou levedo de cerveja, pode ser qualquer um desses, escolha o que tiver a maior concentração de proteína e for mais barato pra você, no caso aqui eu escolhi a farinha de soja.

Junto com a farinha misturamos um pouco de mel ou mesmo xarope, cerca de 200ml, tanto faz o efeito é praticamente o mesmo e as abelhas consomem do mesmo jeito.

Vamos misturando o mel aos poucos a farinha até a consistência começar a ficar pessada para mexer. O ponto certo é esse aí abaixo, veja que ficou um pouco molinho e bem pegajoso.



Após chegarmos ao ponto correto misturamos o pólen in natura que foi coletado antes, misturamos de forma que ele se integre por igual na pasta da ração.


Por fim, após chegarmos a essa massa pastosa já com o pólen integrado a ela a mesma deve descançar por 15 dias enrolada em um pano limpo de modo a permitir um pouco de circulação do ar e a fermentação pelos microorganismos que estão presentes no pólen.


15 dias depois a massa, que era bem pegajosa, se transforma nessa pasta seca de coloração achocolatada. Pronta para ser consumida pelas abelhas. Eu uso copinhos de café para servir a ração, principalmente por que dá pra dosar a quantidade que cada caixa recebeu e consumiu.


Eu utilizo essa ração principalmente nas colônias novas ou mesmo naquelas que forneceram algum material para a formação de novos enxames.

No outro dia quase todo alimento já foi consumido ou armazenado, já observei por várias vezes as abelhas levando a ração para os seus potes de alimento, ou mesmo, devido a tamanho do copinho de café, fazerem ali mesmo uma cobertura com cera e utilizarem o próprio recipiente com "pote natural".

Postado no blog :
Meliponário do Sertão

sábado, 9 de março de 2013

MEL DO GUGU.

Gugu cultiva seu próprio mel no jardim de casa

O apresentador mostrou sua colmeia no Instagram.
Gugu cultiva seu próprio mel no jardim de casa - Reprodução

Gugu Liberato parece que nem mora em São Paulo com as coisas que ele colhe no jardim da casa dele. Depois de mostrar cogumelos gigantes, o apresentador compartilhou no Instagram o seu próprio cultivo de mel, nesta quinta-feira (07).
 
“Na minha casa tenho três caixas simples de madeira e cultivo meu próprio mel. A abelha é do tipo Jataí, que não tem ferrão. Até quem mora em prédio pode ter na área de serviço uma caixa dessas. E o mel é delicioso”, ele escreveu na rede social.
 
Na foto, Gugu aparece no quintal, segurando o potinho de mel que acabou de tirar das caixas de madeira. 

 
Postado: Julio   09/03/2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

O Mel e as suas qualidades.


O mel e um alimento bom contra a tosse, especialmente se for uma tosse mais seca. O mel também e eficaz no alivio da tosse e ajuda melhorar o sono de pessoas com gripe.
Os Bebês, diabéticos, quem tem refluxo ou dor de estômago devem evitá-lo.

Mel é uma delícia para adoçar as refeições, é uma ótima fonte de energia, mas também pode fazer bem para outros problemas de saúde, como por exemplo, a tosse.
Como explicou a otorrinolaringologista Tanit Sanchez no Bem Estar desta sexta-feira (1), usar o alimento contra a tosse não é um mito: ele realmente funciona, principalmente se a tosse for mais seca. Isso acontece porque o mel consegue proteger as mucosas da garganta e melhorar a irritação.
No caso da tosse causada por doenças respiratórias agudas, a combinação do mel com o abacaxi é ainda mais eficiente por causa da bromelina, substância derivada da fruta (veja no fim da página uma receita de suco que alivia a tosse). Além disso, um estudo feito com crianças comprovou que o mel pode ser eficaz também na melhora do sono de pessoas que têm gripe porque ajuda a reduzir a inflamação e o inchaço na garganta.
Tosse persistente pode ser sintoma de câncer de pulmão ou tuberculose (Foto: Arte/G1)
De acordo com a nutricionista Tânia Rodrigues, o mel tem quase a mesma quantidade de calorias do açúcar e, por isso, deve ser consumido com moderação. Além disso, tem também potássio, cálcio e ferro.
Porém, embora seja um produto natural, também tem contraindicações e não deve ser consumido por pessoas com diabetes, dores de estômago ou refluxo porque pode piorar o efeito dessas doenças e até agravar uma tosse eventual, como alertou a otorrinolaringologista Tanit Sanchez.
Crianças com menos de 1 ano também devem evitar o consumo de mel, principalmente se ele não tiver uma procedência confiável, já que elas ainda não têm o sistema imunológico totalmente formado.
A partir dessa idade, quando pasteurizado, o mel raramente provoca reações alérgicas e pode ser muito mais agradável do que diversos medicamentos receitados para as crianças.
De acordo com o biólogo Osmar Malaspina, existem vários tipos de mel: o de bracatinga (mais amargo), o de assapeixe, o de capixingui, o de eucalipto (com gosto mais forte), o de laranja (mais doce), o de cipó-uva e o silvestre. Porém, assim como com qualquer alimento, o consumidor precisa de cuidados na hora da compra - a dica principal é observar se o produto tem o selo de qualidade do S.I.F, Serviço de Inspeção Federal (veja na imagem).
Selo do S.I.F, que garante qualidade do mel (Foto: Mariana Palma/G1)
O mel caseiro ou sem a vedação correta pode desenvolver uma bactéria que causa o botulismo, um tipo de intoxicação alimentar que pode ser fatal.
Por isso, é preciso prestar atenção e evitar o produto que não seja certificado ou esteja em latas estufadas e conservas que soltam gás quando abertas.
Além disso, é importante não confundir o mel com a glucose de milho. Muitas vezes, estão disponíveis no mercado produtos que parecem mel, mas na verdade são alimentos à base dessa substância, que também leva açúcar em sua composição.
Veja abaixo como preparar as receitas com mel indicadas pela nutricionista Tânia Rodrigues:
Banana assada com mel (boa para acalmar, relaxar e melhorar o sono)
Ingredientes:
4 bananas prata (cortada no sentido do comprimento)
2 colheres de sopa de mel
5 amêndoas raladas
Como fazer:
Coloque as bananas em uma assadeira e distribua o mel por cima delas. Leve ao forno e depois polvilhe as amêndoas por cima da banana assada.
Suco de abacaxi com hortelã (bom para a tosse)
Ingredientes:
3 fatias de abacaxi
10 folhas de hortelã
1 copo de água ou água de coco
1 colher de sopa de mel
Como fazer:
Bata os ingredientes no liquidificador e acrescente o mel
Molho para salada verde com mel(melhora o gosto e também alivia tosse)
Ingredientes:
1/2 de xícara de suco de limão fresco
1/3 de xícara de azeite
1 colher de sopa de mel
Como fazer: 
Misture os ingredientes até ficar homogêneo
Própolis
Embora também seja um produto natural como o mel e tenha fama de ser bom para a garganta, o própolis só pode ser conservado em meio alcoólico, o que o torna um produto eventualmente irritante para as mucosas.
Alguns praticantes da medicina natural acreditam que o própolis pode prevenir o uso de antibióticos em caso de faringite viral, por exemplo, mas o melhor mesmo seria procurar um médico para que ele receitasse algo mais assertivo, como um lizado bacteriano.
A Anvisa autoriza o uso e a comercialização de própolis em diversos formatos de produto, mas ainda faltam estudos que defendam seu uso, como disse a otorrinolaringologista Tanit Sanchez.
No vídeo ao lado, a nutricionista Tânia Rodrigues e a otorrinolaringologista Tanit Sanchez respondem algumas das perguntas que os internautas enviaram durante o programa desta sexta-feira.







Fonte : Programa Bem estar - GLOBO



sexta-feira, 1 de março de 2013

Polinizadores - Revista Sciencie.


Um estudo realizado por mais de 50 cientistas de diversos países, publicado pela renomada revista "Science", afirma que animais silvestres são, em várias situações, polinizadores mais eficientes do que as abelhas comuns (Apis mellifera), muito utilizadas para polinizar culturas agrícolas.

Morcegos, beija-flores, besouros e abelhas de espécies diversas, não só da espécie Apis mellifera, são capazes de polinizar vários tipos de plantas. No caso de culturas agrícolas, a polinização por animais silvestres fez aumentar a frutificação em até duas vezes, ressalta Juliana Hipólito, pesquisadora de ecologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e uma das autoras do estudo, publicado nesta quinta-feira (28).
Abelhas de diversas espécies encontradas em vários locais do mundo polinizam flores (Foto: Reprodução/'Science')Abelhas de diferentes espécies de vários locais do mundo polinizam flores (Foto: Reprodução/'Science')
"Isso está relacionado à qualidade da deposição do pólen. Os polinizadores nativos demonstraram maior eficiência nesse quesito em certas culturas agrícolas", diz a pesquisadora. Em todos os cultivos em que animais nativos fizeram a polinização, independente da presença da Apis mellifera, houve ganho na reprodução, afirma ela.
Sem competição
Juliana aponta que, no início do estudo, os pesquisadores imaginaram que haveria competição entre as abelhas comuns e animais polinizadores nativos, caso ambos convivessem na mesma área. A situação praticamente não ocorreu.
"Basicamente não há relações fortes de competição como a gente achava que haveria. Constatamos que polinizadores nativos, como vespas, podem ajudar na agricultura", diz a pesquisadora. "A Apis mellifera pode ter papel complementar ao dos animais silvestres [na polinização]."
Professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e também autor do estudo, Breno Magalhães Freitas informa que foram estudadas cerca de 600 áreas agrícolas (como fazendas) em todos os continentes do mundo, exceto na Antártica.
"A prática atual da agricultura é não se preocupar com os polinizadores silvestres", afirma. Segundo ele, quando os animais nativos são eliminados de uma área agrícola, "o produtor tende a pensar: 'eu posso colocar colmeias de abelhas para polinizar'", mas isso está longe de aumentar a eficiência na agricultura.
"O trabalho mostra que as abelhas comuns polinizam, mas não são muito eficientes. Os polinizadores [abelhas e outros animais] não são excludentes", pondera o pesquisador.
A maioria dos animais polinizadores são abelhas de diversas espécies - elas representam de 70% a 80% dos seres com esta função, segundo Freitas. "Não quer dizer que uma espécie é melhor do que a outra. Elas são complementares."
Abelha pousa em flor em Jerusalém; espécies silvestres se 'especializam' em polinizar certas plantas (Foto: Baaz Ratner/Reuters)Abelha pousada em flor, em Jerusalém; espécies silvestres se 'especializam' em polinizar certas plantas (Foto: Baaz Ratner/Reuters)
Especialistas
Os animais silvestres tendem a ser mais eficientes na polinização porque são "especialistas" em certos tipos de planta, afirma o pesquisador. "Eles atingem um grupo menor, e com isso conseguem ser eficientes naquela planta que visitam", ressalta.
Já as abelhas comuns, também chamadas de abelhas europeias, polinizam vários tipos de plantas. "Elas não são especialistas, fazem uma polinização básica, mais geral", diz Freitas.
Exemplos de animais polinizadores nativos do Brasil são abelhas mamangavas, essenciais para a reprodução do maracujá. Já o caju pode ser polinizado tanto por abelhas centris, um tipo natívo, quanto pela Apis mellifera. "Elas se complementam", afirma o professor da UFC.
Orientações para os produtores rurais são evitar o desmatamento ao redor de suas propriedades, para garantir o habitat natural dos animais silvestres que podem ser polinizadores. Também é importante usar menos agrotóxicos, afirma o professor.