quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cera Artificial Para Abelhas Sem Ferrao

Copia Do blog - Abelhas do Sabugi - PB

Cera Artificial p/ Abelhas sem Ferrão - Potes Pré-Prontos


+ fotos AQUI!
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É com muita alegria e satisfação que escrevo esta postagem, ela é resultado de alguns meses de testes e tentativas.
Com persistência e ajuda de Deus, que tem clareado minhas idéias, cheguei a resultados bastante satisfatórios.

Todos sabem da importância da cera para as melíponas.
Quem trabalha com multiplicação de enxames principalmente, sabe que sem ela não é possível a formação de novos enxames.
Também quem trabalha com mel, sabe que sua falta interfere diretamente na produção.

A Apis, com suas milhares de abelhas por enxame, preenche de favos uma colméia inteira em pouquíssimo tempo.
Mas as melíponas com bem menos indivíduos, na natureza levam ate anos para preencherem de favos (potes) uma colméia, com sua própria cera. Não é à-toa que elas a reutilizam.

 Há algum tempo venho tentando encontrar uma forma de criar algo que se assemelhe a seu cerume.
E dessa vez os resultados foram melhores do que o esperado.
Veja a foto abaixo...


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A intenção, quando coloquei esses potes artificiais no interior da colmeia, era só facilitar o trabalho de coleta por parte das abelhas, mas para minha grata surpresa ao abrir a colméia para revisar, notei que elas não só tinham aceitado a cera Artificial como haviam aproveitando a estrutura, também feita artificialmente.

Vejo nestes resultados uma excelente ferramenta, para o rápido desenvolvimento dos enxames. Assim como fazemos com a Apis servindo cera alveolada.

Abaixo esta a receita, espero que realmente seja útil a todos que dela se utilizarem.

Receita:

•    Cera de Apis
•    Própolis da melípona que vai receber a cera artificial.
•    Óleo vegetal (óleo de comida).

Medidas:

Para cada 1 kg de cera de Apis, coloque 100 ml de óleo vegetal e 100 a 150 gramas de própolis da melípona que vai receber.

Coloque tudo em banho Maria a cera, oleo e a propolis, quando tudo estiver em estado liguido, baixe o fogo para não aquecer demais a mistura.

Ao iniciar a confecção dos potes, comece a mexer a cera e só pare quando terminar, evitará que o óleo ou a própolis fique mais concentrado em um lugar do que em outro.( Peça ajuda a esposa, que mesmo brava por você esta sujando tudo de cera, acaba te ajudando).  A mistura deve ficar homogenia.
Para fazer os potes usam-se bastões de madeira, mergulhe na mistura e mergulhe em água fria ela se solta naturalmente.

Se quiser poderá utilizar tabuas para fazer folhas, que podem ser usadas para envolver crias, reduzir espaço em colméias maiores etc. as folhas assim como os potes ficam fáceis de serem trabalhados pelas abelhas.

Ex.
Na foto abaixo tem uma divisão.
A colméia foi fotografada quando tinha apenas 05 dias de vida, note que as abelhas pegaram cera de alguns potes e utilizaram para construírem o túnel de entrada.

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O restante foi utilizado para armazenar mel. (enxame esta sendo alimentado- alimentador coletivo)
No ninho e no canto inferior esquerdo da melgueira, podem-se ver dois dos potes também sendo utilizado para armazenamento de pólen.

Obs. Este é um enxame de jandairas.


Caso exista alguma duvida em relação ao própolis utilizado nessa receita, click AQUI.

Creio que essa receita possa ser adaptada com bastante sucesso para vários outros tipos de meliponídeos.
Qualquer duvida ou sugestões postem abaixo.
Boa Sorte!

Isaac Soares de Medeiros.

sábado, 10 de novembro de 2012

CAIXA CAPIXABA ISOPOR



Copia Email joão meliponario capixaba.

Amigos,


Estou iniciando testes com uma caixa com algumas características positivas:

-Custo acessível;
-Estabilidade térmica  quando alterações bruscas de temperatura, insolação e frio;
-Modular;
-Durável;
-Possível de ser construída sem depender de grandes produções e materiais ou muito espaço ou eletricidade
-Leve, possibilitando que pessoas mais frágeis meliponiar sem o sacrífico de pegar em pesadas caixas.
-Simples e funcional.
A caixa da imagem possui módulos de 5 cm de altura, cada; largura de 15cm. Paredes com cinco centímetros. 

Feita com isopor inteiriço (sem forma). A parte interna foi revestida com uma mistura de argila e cimento. o resto da caixa recebeu uma fina camada de massa acrílica para proteger o isopor. Separadores de alças, piso da melgueira e suporte de alimentos de plástico.

Acredito que poderá dar conta nas mais diferentes temperaturas para as mais diferentes espécies, incluindo as de chão.

Podemos considerar como desvantagem não ser tão resistente a ataque de animais e se não tiver bem instalada pode ser levada se ocorrer fortes rajadas de vento. Mas isto é solucionável se houver cuidado no momento da instalação no meliponario.  

OBs: não estou tendo preocupação estética. O objetivo no momento é fazer testes (pena que eu não possua muitas colônias para isso), tanto é que podem notar que não me preocupei em fazer os furos de entrada  e de acesso à melgueira bonitinhos e não lixei nem pintei externamente.

Outras medidas e materiais também estão sendo utilizado.

Segue algumas fotos.