quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Os forídeos



Pseudoypocera kerteszi a 34° C.
Fase de ovo: 6 a 8 horas; larva: 96 horas; pupa: 136 horas; total = 240 horas ou 10 dias.
Assim, se o meliponicultor manipulou a colônia de abelhas e não encontrou forídeo, isto 
não significa que esta livre desses Dipteros. Ocorre muito isso, ou seja, feita à revisão o
 e depois o meliponicultor acha que esta tudo bem, deixando de realizar outras revises. 
Quando volta em um a dois meses a (s) colônias morreram.
Muitas vezes os ovos não são vistos durante a revisão, pois são pequenos (1mm ou menos). 
Sempre que o ataque ocorre e o meliponicultor não percebe por estar ausente naqueles dias, 
atribuiu a morte da colônia a outros motivos, muitos dizem:
"as abelhas foram embora...", mas a rainha fisogástrica não voa, impedida de deixar a colônia 
às operarias permanecem ate a morte. O ataque dos forídeo desastroso e quando acaba o 
alimento para eles, deixam a caixa das Abelhas vazia e procuram outro local para ovopositarem.
Saiba mais sobre o forídeo:
Biologia e Citogenetica. P. kerteszi Enderlein, 1912" . Tese de Mestrado: Jose Desidorio Gomez
Perez, 1975, USP/Riobeirao Preto, SP, Brasil.;
Davi Said Aidar - aidar@argo.com.br
Controle de Forídeos (Pseudohypocera kertesi)
INTRODUÇÃO - O forídeo é um díptero que se alimenta de material orgânico em decomposição
 (frutas, principalmente). A fase larval adaptou-se muito bem ao consumo de pólen e larvas de 
meliponíneos. O adulto quando entra na colônia de abelhas, põe seus ovos preferencialmente 
no pólen armazenado pelas abelhas ou em favos de crias destruídos pelo manejo inadequado. 
As larvas dos forídeos alimentam-se de pólen, larvas e pupas de abelhas, causando sérios danos
 à colônia.
Caso o meliponicultor não cuide das colônias afetadas, eliminando o parasita, ela morrerá após 
alguns dias de infestação.
Cada forídeo põe até 70 ovos, que em 3 dias desenvolvem-se em indivíduos adultos. 
Uma colônia infestada por forídeos é fonte de infestação no meliponário. Desta forma, 
esta colônia deve ser tratada ou eliminada o mais rápido possível.
MÉTODOS - Três fases compreendem o ataque de forídeos a uma colônia de meliponíneo. 
Mediante esta divisão em 3 fases, devem ser empregados os métodos de manejo para controle.
A. Fase inicial - A.1. Diagnóstico: Alguns forídeos caminham pelas paredes internas da 
colméia (5-10), podendo haver larvas na lixeira mas não nos potes de alimento.
A.2. Tratamento. - A.2.1. Levar a colméia para dentro de um cômodo fechado e assoprar 
várias vezes por entre os potes de alimento e pelo invólucro do ninho, até saírem todos os forídeos.
A.2.2. Cobrir a lixeira com uma camada de sal comum de 0,3 cm de altura e levar a colméia para 
seu local de origem.
A.2.3. Matar os forídeos que ficaram presos no cômodo; a maioria pousa no teto e são fáceis de 
serem mortos.
A.2.4. Repetir a operação A.2.1. duas vezes ao dia durante 3 a 4 dias.
B. Fase intermediária - B.1. Diagnóstico: muitos forídeos (+ de 20) caminham nas paredes internas 
da colméia;
larvas no piso, parede e lixeira da colméia; podendo haver casulos de forídeos; não há larvas 
nos potes de alimento.
B.2.Tratamento. - B.2.1. Levar a colméia para dentro de um cômodo fechado e assoprar várias 
vezes por entre os potes de alimento e pelo invólucro do ninho, até saírem todos os forídeos.
B.2.2. Realizar limpeza no piso da colméia e esmagar todos os casulos e larvas.
B.2.3. Cobrir o piso da colméia com camada de sal de 0,3 cm de altura.
B.2.4. Repetir a operação A.2.1. duas vezes ao dia durante 4 ou mais dias, até desaparecerem os 
forídeos. Enquanto estiver aparecendo forídeos adultos, possivelmente existem mais casulos na
 colméia ou os forídeos estão vindo de outro local.
C. Fase terminal - C.1. Diagnóstico: muitos forídeos dentro da colméia (+ de 50), principalmente
 na face interna da tampa; larvas e casulos espalhados; potes de alimentos infestados por
 larvas e alguns com aparência úmida na região externa;
a rainha cessa a postura.
C.2. Tratamento.- C.2.1. Preparar uma nova colméia para receber a colônia infestada que será 
desmembrada e transferida.
C.2.2. Levar as duas colméias para um cômodo fechado.
C.2.3. Transferir para a nova colméia apenas os favos de crias claros (nascentes), rainha e abelhas. 
Alimentar com xarope, em potes artificiais apenas para o suprimento diário da colônia que será 
alimentada diariamente até o desaparecimento de todos os forídeos.
C.2.4. A antiga colméia deverá ser desinfetada com fogo (flambar com álcool ou com maçarico) e 
os forídeos restantes no cômodo fechado deverão ser mortos.
D. Profilaxia
D.1. Quando a colônia estiver infestada por forídeos, nunca deixá-la aberta nas imediações do 
meliponário para não contaminar o ambiente.
D.2. Manter o meliponário sempre limpo, livre de material em decomposição e restos de colônias 
mortas ou colméias desabitadas com restos de colônias: cera, potes de alimento vazios, favos de 
crias, etc.
D.3. As colônias iniciais deverão estar sempre populosas (mais de 180 campeiras) e sem potes
 de pólen.
D.4. Não danificar potes de pólen e de crias durante as revisões das colônias.
D.5. A alimentação artificial deve ser progressiva (conforme o crescimento da colônia aumenta-se a
 quantidade de alimento fornecida) para evitar excesso de alimento dentro da colméia.
D.6. O próprio meliponicultor pode proporcionar condições favoráveis aos forídeos quando não 
adota hábitos de higiene com relação aos resíduos de colônias mortas ou manipuladas. Restos
 de cera e colméias velhas abandonadas são abrigos para os forídeos.
AIDAR, Davi Said. Pós-Doutorando (FAPESP). Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP, 
Departamento de Genética e Matemática Aplicada à Biologia, Laboratório de Gerontogenética. 
Av. Bandeirantes, 3900, Monte Alegre, Ribeirão Preto, SP. Tel. 16-6023030.

Forídeo Pseudohypocera kertesz - Principal inimigo das abelhas nativas na Amazônia, 
no Nordeste e no Sul do Brasil.
Megaselia scalaris - Maranhão
A palavra forídeo vem do grego "fóridas" que significa ladrão.
Os forídeos são insetos que pertencem à ordem dos dipteros. Há diversos gêneros de forídeos que
 podem freqüentar as colônias de Meliponíneos e Apis Melífera: Pseudohypocera, Aphiochaeta, 
Melittophora e Melanoncha. São pequenas mosquinhas que andam muito rápido.
Os forídeos adultos de nada prejudicam as colméias, porém suas larvas alimentam-se principalmente
 nos potes ou células de pólen, e após consumi-los passam aos potes ou favos de mel, 
simultaneamente penetrando nas células de cria para alimentar-se das larvas, pupas e do pólen
 apodrecendo os favos.
Após uma colméia ser infestada pelos pseudohipocera cartezi temos que tomar muitas precauções
 relativas ao seu salvamento.
Porque acontecem as infestações ?
1-Colméia aberta por muito tempo durante o manejo,
2-Caixa com frestas (principalmente nas tampas),
3-Potes de pólen rompidos,
4-Discos de cria amassados,
5- Queda acidental de colônia
Estes fatores debilitam a colméia tornando-a fraca principalmente em meliponas; em algumas 
colméias de mandaçaia podemos ver, em algumas épocas do ano, uma pequena quantidade de 
forídeos, porém, deveremos traçar um perfil das épocas de infestações e providenciar a colocação
 de armadilhas internas e/ou externas para o controle.
No caso da trigona spinipes (irapuá), é normal o convívio dos forídeos dentro de sua colméia,
 só ocasionando prejuízos quando são rompidos os potes de pólen ou amassados os discos de cria.
Após uma tentativa incessante com vários espécimes vegetais tóxicos, como por exemplo 
coroa-de-cristo (euphorbia milli), mamona (ricimus comunis l., comigo-ninguém-pode
 (diffenbachia picta (schott), e cinamomo (melia azedarach), ou mesmo a combinação deles, 
se obteve com sucesso um biocida de forma funcional contra os forídeos.
A melia azedarach (cinamomo) tem como princípios ativos saponinas e alcalóides 
neurotóxicos (azaridina).
A formulação a que chegamos com sucesso foi a seguinte:40g de folhas secas, 40g de 
sementes despolpadas em 200 ml de álcool de cereais. Esta solução fica em descanso por 72 hs
 devendo ser diluída na proporção 40 ml por litro (mínimo) de vinagre - principalmente o de maçã. 
Foram feitos até agora vários experimentos com as larvas que após terem consumido todo o pólen, 
migram para as armadilhas internas á colméia e, morrem afogadas.
A duração do efeito sobre os forídeos ficou em média de 7 dias.
Uma alternativa adotada pelo meliponicultor Valmir Zügue de Boqueirão do Leão RS,
 foi a de cobrir a caixa com plástico, dificultando a entrada dos forídeos por qualquer 
deformidade na caixa, deixando somente o canal de ingresso aberto.
Também no caso de uma infestação severa podemos utilizar sal de cozinha (NaCl) 
sobre as larvas (Aidar) Nas infestações que tive que fazer salvamento, deixei todo o 
período as colméias fechadas dificultando a saída ou entrada dos mesmos e, todas as noites
 foram trocadas as armadilhas e estas foram colocadas em maior quantidade nesta fase inicial 
para capturar as moscas e, posteriormente uma ou duas para as larvas e as mosquinhas que
 irão nascer; estas armadilhas deverão ser verificadas todos os dias, pois é comum as abelhas 
fecharem os orifícios por onde entram as
moscas. Este procedimento das caixas ficarem fechadas e preferencialmente em local escuro e
 fresco, é somente pelo período de captura das moscas e, posteriormente poderá ser aberta 
enquanto as larvas migram para as armadilhas, que devem revisadas a cada 7 dias após a 
captura de todos os forídeos adultos (tempo de ação do biocida).
O manejo das colméias infestadas tem sido feito à noite, com lâmpada amarela ligada a um 
dimmer (controlador de potência). Se for colocado um filtro vermelho à frente desta lâmpada, 
poucas abelhas e forídeos sairão da caixa, pois o forídeo ao perceber a luminosidade, ou 
voa ou penetra as zonas escuras das caixas.

Forídeos por Marco Torres
A infestação por forídeos em Jataís é um pouco trabalhosa de se resolver devido ao seu tamanho.
Já salvei colméias infestadas por um processo muito demorado uma vez que troquei a colméia, 
retirando as abelhas e os favos foram colocados separados para evitar a recontaminação, 
são normais os forídeos depositarem ovos sobre os favos de cria o que poderia comprometer 
na sua colocação na nova colméia.
Agir da seguinte forma!
retire a rainha a mantenha em um frasco até o final do processo recolocando-a por último, 
capture o máximo que puderes de campeiras e abelhas novas com o aspirador de insetos, 
não reutilize o alimento sem colocar no congelador conforme instruções em voga, de preferência 
faça este processo á noite com uma lâmpada amarela, com um Dimmmer que controla a
 intensidade da luz (para que as abelhas não voem em direção da lâmpada),prepare a nova 
caixa, coloque um copo tipo cafezinho com algodão dentro da colméia com uma porção de 
alimento para no máximo 2 dias depois deve ser trocado, pegue alguns discos sadios de outra 
colônia e ponha nesta nova, coloque as campeiras e abelhas novas e recoloque a rainha sobre os favos.
Mantenha esta colméia fechada com um pedaço de pano com malha muito fina, suficiente para 
que não passem forídeos mas passe ar e a coloque em lugar fresco e escuro por 2 dias.
Quanto o que sobrou da colméia infestada, o alimento é colocado no congelador, normalmente 
na lixeira encontrará muitas larvas o sr Aidar colocar sal (NaCl) em cima acabando com as
 larvas, como vc já terá retirado todas ou quase todas as campeiras, vc pode colocar as 
armadilhas com o vinagre. O vinagre que mais deu certo em minhas experiências foi o de 
maçã, eu utilizo alguns extratos de plantas para atrair mas como o objetivo seria eliminar os 
forídeos de uma caixa que quase tudo foi transferido não creio que mereça tanto preparo a 
caixa infestada deve se manter no mesmo lugar que estava pois os forídeos tem uma boa 
orientação, similar a das abelhas, após vc capturar todos os forídeos adultos vc pode passar
 água fervendo dentro da colméia.
Quanto aos favos vc deverá colocar em uma caixa separada e observar a presença ou não de 
larvas, isto é importante pois decidirá o futuro de sua colméia, á medida que forem nascendo 
coloque-as na caixa junto com a rainha, faça isto a cada 2 dias, na noite do segundo dia abra 
a nova caixa que contém a rainha, troque o copo com o alimento e o algodão e introduza o 
alimento que estava no congelador,e observe a organização da colônia, vedação da colméia etc.
Estando a colméia livre dos forídeos e organizada coloque-a novamente no local em que 
estava a velha.
Não creio que solucionarás sem trocar de caixa e separando os favos, é trabalhoso mas 
tens nas mãos um desafio, preservar o que retirastes da natureza, todo o trabalho é válido 
por mais ardiloso que seja, será um trabalho ímpar uma vez resolvendo a infestação em
 jataí as outras espécies se tornam fáceis.
Marco Aurélio S Torres Porto Alegre R S.

Forídeos por Nelson Saraiva
Quanto aos forídeos, tenho combatido usando armadilha contendo vinagre e só. Neste 
combate desenvolvi minha técnica, que consiste em: Por volta das 13;00h, percebi que os 
forídeos concentram-se na tampa da caixa racional.
Com o auxílio de um saco de lixo transparente, cubro a tampa que já deve estar solta do
 batume, deíxo descer a borda do saco até próximo ao alvado (orifício de entrada) e num 
só movimento levanto a tampa juntamente com o saco e fechando a boca. Desta forma 
elimino em torno de 150 a 180 forídeos num curto espaço de tempo.
As Mosconas (Hermetia illuscens L.)
Observação: verifique também se não existe a presença de barata, *besourinho pequeno e 
redondo ou alguma larva de *MOSCONA dentro da caixa.
Vale dizer isso porque, certa feita, durante o nosso manejo numa das colméias do meliponário,
 foi notada uma água minando de dentro de uma caixa tipo Colméia Maria, o que levou a sua 
abertura. Uma vez aberta, notamos que, além da umidade em razão das abelhas estarem 
desidratando o néctar, haviam baratas e as tais larvas na região próxima aos potes de alimento. 
A barata, bem como a moscona (inseto que, quando adulto, tem a cor verde azulada, 
e o porte é grande), deve ter penetrado devido a uma má vedação da caixa com fita adesiva. 
A barata deve ter entrado pequena, crescido e, por isso, impedida de sair. Agora, quanto a 
larva, que foi gerada do ovo posto pela moscona, desenvolveu-se também em razão da 
umidade excessiva da madeira.
Enxugou-se e limpou-se tudo, removendo-se os detritos e todos os insetos estranhos. 
Depois de alguns dias foi notado que o problema tinha sido resolvido. Mas atenção! Isso 
só ocorre em colméias fracas.

  • A larva da Moscona (Hermetia illuscens L.) é uma inquilina geralmente inofensiva 
  • que alimenta-se dos detritos da colônia e desenvolve-se mais nos ambientes excessivamente 
  • úmidos. A larva mede 2 até 3 cm, é parda-escura, corpo achatado e com vários segmentos 
  • bem marcantes. Para evita-la, mantenha as caixas bem vedadas e com pouca umidade. 

  • O *besourinho também é

considerado inofensivo."
Apostila Curso Sobre Criação e Reprodução de Abelhas sem Ferrão do Meliponário Dendê, item XIII - 
Problemas que podem ocorrer no dia-a-dia do Meliponário. O site do meliponário é
Francisco Monteiro
Salvador-Bahia

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
Aidar, D.S. 1996. A Mandaçaia. Biologia de abelhas, manejo e multiplicação artificial 
de colônias de Melípona quadrifasciata Lep. (Hymenoptera, Apidae, Meliponinae). 
Séries Monografias 4, Sociedade Brasileira de Genética, 104p.
Aidar, D. S. 1999. Variabilidade genética em populações de Melípona quadrifasciata
 anthidioides Lepeletier e Tetragonisca angustula angustula Latreille (Hymenoptera, 
Apidae, Meliponinae). Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto-USP. 
Tese de Doutorado, 67p.
Aidar, D.S. 1999. Coleta de Ninhos de Jataí (Tetragonisca angustula). Fundação Acangaú,
 Paracatu, MG, 32p.
Nogueira-Neto, P. 1997. Vida e Criação de Abelhas Indígenas Sem Ferrão. Editora Nogueirapis, 
São Paulo, SP, 445p.
Kerr, W.E. 1996. Biologia e manejo da tiúba: A abelha do Maranhão. EDUFMA, São Luis, 
MA,156p.

Um comentário:

  1. Muito bom e útil essa sua postagem ... Parabéns pela postagem e pela paciência !!!

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